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Telefônica diz que plano de melhoria será implementado em três fases

26/06/2009 - 13:41 , atualizada às 14:51 26/06 - Sarah Barros, repórter em Brasília

A Telefônica apresentou nesta sexta-feira o plano de melhorias da rede para atender aos usuários do Serviço de Comunicação Multimídia comercializado com o nome “Speedy” pela operadora. De acordo com o presidente da empresa, Antônio Carlos Valente, o plano se divide em três fase e será implementado independentemente da aprovação da Anatel. As ações irão demandar R$ 70 milhões, já previstos no planejamento da empresa, mas que serão antecipados diante dos problemas apresentados pelo serviço.

 

A Anatel decidiu pela suspensão da venda do Speedy devido ao número elevado de reclamações contra o serviço até a apresentação do plano. A decisão também foi tomada depois de quatro interrupções nos serviços do Speedy. A agência irá analisar o plano de melhorias e deverá decidir se irá liberar a venda do serviço. “Independentemente de qualquer resposta da Anatel, estaremos implementando as três fases”, declarou Valente. Ele acrescentou que outras demandas da agência poderão ser incluídas no plano. Valente disse esperar que a Telefônica volte a comercializar o Speedy ainda na primeira fase do plano, de 30 dias.

AE

Antônio Carlos Valente, da Telefônica, nesta sexta.

Fases

Na primeira fase, com previsão de implementação de até 30 dias, a Telefônica afirmou que irá rever todas as metodologias e procedimentos de intervenção na rede. Segundo Valente, estas ações independem de investimentos em novos equipamentos, já que as aquisições faziam parte de um plano anterior de expansão da rede pela empresa.

A revisão atende ainda à causa das interrupções do serviço, uma vez que se deram durante intervenções de ampliação na rede. "O volume de tráfego com a aceleração tem exigido intervenções constantes na rede e elas provavelmnte vão se acentuar porque o tráfego vai continuar crescendo", destacou. A primeira fase estará focada nos pontos que apresentaram instabilidade entre abril e maio.

De acordo com o presidente da Telefônica, os novos procedimentos pretendem ser mais seguros, garantindo que, mesmo diante de várias alterações na rede, os procedimentos sejam realizadas de forma "absolutamente segura".

A primeira fase inclui ainda a readequeação e o aumento da capacidade dos DNS (pontos que fazem a conversão do nome do site para um endereço numérico), e a ampliação da capacidade de escoamento do tráfego a nivel da saídas internacionais. Segundo Valente, boa parte do tráfego de dados vai para sites hospedados fora do País.

Na segunda fase, a ser executada em 90 dias, a Telefônica pretende dobrar a capacidade de acessos internacionais e de rede de voz. "O processo foi inicializado no ano passado com a segmentação da rede para minimizar dificuldade de identificar falhas", avaliou. Também será contratado um sistema de gestão para a rede.

Na última fase, que deverá levar até 180 dias, a Telefônica promete ampliar a capacidade da rede em quatro vezes. Para isso, deverá usar dois novos sites, além dos dois de que já dispõe, separando-os fisicamente. "Além de garantir a segurança lógica, isso também irá garantir a segurança física da rede", destacou.

Ao apresentar o plano aos conselheiros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Valente ressaltou o fato de os equipamentos necessários para implementar as medidas serem importados, o que torna as mudanças mais lentas. "Para fazer frente à primeira fase de 30 dias, dependemos de equipamentos importados que já estão no Brasil porque fizemos a compra antes”, disse.

Cliente

O presidente da Telefônica reconheceu que houve falhas também no atendimento ao cliente. “Esperamos superar por todo um conjunto de esforços a serem feitos nas próximas semanas”, disse.

Quanto à indenizações a consumidores que se sintam lesados, Valente comparou a situação atual à ocorrida em 2008, quando houve paralisação generalizada nos serviços. Segundo ele, diante da paralisação total por 36 horas dos serviços no ano passado, houve acordo com o Ministério Público para receber reclamações específicas. Ao todo, teriam sido 52 reclamações.

“Neste ano, não tivemos paralisação total na rede de dados, mas sim em alguns serviços, como lentidão na abertura de páginas. O que temos colocado é que reconhecemos a quantidade de horas (em que houve problemas), ainda que nem todos tenham sido afetados. Mas estamos abertos para discutir cada caso”, ponderou.

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