25/06/2009 -
17:19
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Redação com agências
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou o clima de otimismo nos mercados americanos e teve uma pregão de forte alta nesta quinta-feira (25). O índice Ibovespa – o principal da Bolsa paulista – terminou as negociações com alta de 3,71%, aos 51.514 pontos. Essa foi a maior alta diárias desde 18 de maio. O giro financeiro ficou em R$ 4,77 bilhões. Com tal valorização, o índice passou a registrar ganho de 0,27% na semana.
Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN subiu 4,03%, para R$ 32,25; Vale PNA avançou 4,10%, a R$ 30,69; Itaú Unibanco PN ganhou 2,28%, para R$ 30,43; BM & FBovespa ON aumentou 7,20%, cotada a R$ 11,76; e Bradesco PN teve valorização de 3,21%, a R$ 28,59.
Os mercados reagiram de modo positivo aos dados da economia americana. A leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do primeiro trimestre ficou melhor do esperado, ao apontar contração de 5,5%, contra 5,7% estimados. Além disso, alguns resultados corporativos melhores do que o esperado no setor imobiliário ajudaram os índices a subir.
Como resultado, nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York terminou em alta. No fechamento do pregão de Wall Street, o Dow Jones fechou com alta de 2,08%, aos 8.472 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 2,14%, para 920 pontos, e o Nasdaq também avançou 2,08%, a 1.829 pontos.
Por aqui, a VisaNet prorrogou o período de reserva de ações para investidores não-institucionais. O período de reserva, inicialmente, se encerraria ontem. Conforme o comunicado, as demais datas do cronograma da oferta permanecem inalteradas. As ações da VisaNet começam a ser negociadas na próxima segunda-feira (dia 29).
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar voltou a ter um pregão de queda forte frente ao real. A moeda americana terminou em queda de 1,82%, cotada a R$ 1,946.
Como notou a NGO Corretora, além do otimismo nos EUA, parte dessa pressão de baixa pode ser creditada às ofertas de ações que estão em andamento no mercado. Só a distribuição da Visanet pode trazer mais de US$ 3 bilhões ao país.
Os mercados reagem ainda à decisão do Fed anunciada ontem de manter as taxa básica de juros norte-americana no intervalo entre zero e 0,25% ao ano e ao comunicado que acompanhou o anúncio, que sinalizou preocupação menor com o risco de deflação no país, mas omitiu-se de dar novos rumos.
Durante o pregão, o BC manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 14h59 e terminou às 15h09. A taxa aceita ficou em R$ 1,9565.
(Com informações da Reuters, Agência Estado e Valor Online)
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