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Bolsas de NY sobem puxadas por ações de varejistas

25/06/2009 - 13:53 - Agência Estado

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Os principais índices do mercado de ações norte-americano operam em alta, puxados pelo bom desempenho dos papéis de companhias dos setores varejista, industrial e de commodities. Mais cedo, os índices chegaram a operar em território negativo, pressionados pela notícia que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 15 mil na semana encerrada em 20 de junho, para 627 mil - maior nível desde 16 de maio.

Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam queda de 3 mil.

Às 13h43 (de Brasília), o Dow Jones subia 1,66%, para 8.437 pontos, impulsionado pelos papéis da Home Depot (+3,70%), da Alcoa (+3,82%) e da Caterpillar (+3,17%). O Nasdaq ganhava 1,59%, para 1.820 pontos. O S&P 500 avançava 1,69%, para 916 pontos.

O segmento de varejo apresentava um desempenho positivo, puxado pelas ações da rede Bed, Bath & Beyond, que subiam 10,11% após a companhia divulgar que registrou um lucro superior à estimativa dos investidores no primeiro trimestre diante de um aumento nas vendas após a recente concordata da rival Linens'n Things.

"Quando a capacidade de uma determinada indústria encolhe porque há menos competição, há um potencial de lucros maiores" ou de crescimento acelerado após a recessão, afirmou Matthew Kaufler, gerente de carteiras de investimentos da Federated Clover Investment Advisors. É uma das coisas que estamos sempre procurando, e há bastante disso entre as varejistas agora."

Os papéis da Target avançavam 3,34%, os da Best Buy ganhavam 3,31% e os do Wal Mart subiam 0,62%.

Entre as petrolíferas, a ExxonMobil e a Chevron avançavam respectivamente 1,65% e 1,87%, impulsionadas pelo avanço dos preços do petróleo no mercado futuro para além de US$ 70 o barril.

No setor financeiro, o JPMorgan recuava 0,72% e o Bank of America caía 1,13% após o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, negar acusações de que teria ameaçado substituir a gerência do banco caso eles abandonassem o acordo de aquisição do Merrill Lynch.

"Eu não disse à gerência do Bank of America que o Federal Reserve tomaria uma atitude contra a diretoria ou a gerência" afirmou Bernanke em uma audiência com o Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara dos EUA. Ele acrescentou que não disse ao ex-secretário do Departamento de Tesouro norte-americano, Henry Paulson, que transmitisse tal ameaça ao executivo-chefe do Bank of America, Ken Lewis. Entre outras empresas, a Nike caía 4,69% após anunciar uma queda de 30% no lucro do quarto trimestre fiscal e que as encomendas caíram 12%. As informações são da Dow Jones.




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