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Em quatro anos, emprego no comércio cresce 2,4 mi, mas média salarial diminui

24/06/2009 - 10:56 - Redação

Entre 2003 e 2007 o comércio registrou um crescimento de 2,4 milhões no número de postos de trabalho, de 6,0 milhões para 8,4 milhões de pessoas ocupadas. Em contrapartida, houve redução nos salários médios pagos pelo setor, de 2,1 salários mínimos, em 2003, para 1,8 salário mínimo, em 2007. O montante dos salários e outras remunerações cresceu de R$ 37 bilhões para R$ 73,9 bilhões.

 

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Anual de Comércio 2007, que descreve as características estruturais básicas do comércio no País. O levantamento apontou os setores do Comércio varejista de materiais de construção e de Hipermercados e supermercados como os campeões em geração de empregos, com a geração de 212.598 e 256.849 novos postos cada, respectivamente.

Salários

O comércio atacadista de eletrodomésticos e outros equipamentos de uso pessoal e doméstico registrou reajustes salariais superiores aos efetuados no salário mínimo (de 3,4 para 3,8 salários mínimos). Também registraram reajustes acima do mínimo os setores de atacado de produtos extrativos de origem mineral (de 2,2 para 2,3), o comércio varejista de tecidos e artigos de armarinho (de 1,3 para 1,4 salário mínimo) e o varejo de produtos alimentícios, bebidas e fumo (de 1,2 para 1,3).

No período, a maior queda na remuneração média ocorreu no comércio atacadista de calçados, cujo salário médio passou de 5,4 para 3,4 salários-mínimos. De acordo com o IBGE, o setor tem enfrentado “um contexto econômico relativamente adverso, com aumento da concorrência externa na cadeia produtiva, via entrada de novos países no mercado internacional”.

Regiões

A estrutura de empregos e salários praticamente não se alterou entre 2003 e 2007, segundo a pesquisa do IBGE. A região Sudeste era, nos dois anos pesquisados, responsável por mais da metade dos salários. Embora com queda na sua participação (de 58,8%, em 2003, para 57,9%, em 2007), o Sudeste absorvia a maior parcela da população ocupada (53,2% em 2003 e 53,1%, em 2007). A região Sul manteve-se estável, no período analisado, com cerca de 1/5 da massa salarial e da ocupação nas atividades comerciais.

São Paulo absorveu a maior parcela do pessoal ocupado no comércio do País, tanto em 2003 como em 2007 (29,4% e 30,3%, respectivamente), enquanto Roraima e Tocantins responderam pelo menor percentual (0,1%).

O estado paulista foi responsável pela maior parte dos salários, retiradas e outras remunerações (36,3% em 2003 e 37,0%, em 2007). Também foi o Estado com maior remuneração média, 2,6 salários mínimos em 2003 e 2,2, em 2007.

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