23/06/2009 -
14:51
, atualizada às 15:54 23/06 -
Sarah Barros, repórter em Brasília
A dívida pública federal cresceu 0,31% em maio na comparação com abril, em números nominais, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em maio, a dívida somou R$ 1,388 trilhão.
A alta foi puxada pelo aumento de 0,99% da dívida interna, fechando em R$ 1,274 trilhões. O aumento foi explicado por emissões líquidas em R$ 2,45 bilhões e pela apropriação positiva de juros no valor de R$ 10,03 bilhões. Já a dívida pública externa caiu 6,7% no mês passado em relação a abril. Em maio, ela somou R$ 114,06 bilhões. A redução foi explicada pela valorização do real frente às demais moedas que compõem a dívida. Ao todo foram pagos, em maio, R$ 568,58 milhões do principal da dívida e R$ 458,97 milhões em juros, ágio e encargos. Na relação entre emissões e resgates de títulos no mês, diferente de abril, quando os resgates superaram as emissões em R$ 17,64 bilhões, em maio, o saldo fechou com mais emissões em maio, com valor de R$ 3,07 bilhões. Perfil A parcela dos títulos com remuneração prefixada aumentou para 28,15% em maio contra 26,76% em abril. A parcela dos títulos corrigidos pela taxa básica de juros, Selic, também aumentou, de 34,96% para 36,07%. Já a participação dos títulos corrigidos pela inflação diminuiu, de 27,89% em abril para 26,10% em maio. Custo O custo médio da dívida pública em maio de 2009 em relação ao mesmo mês de 2008 apresentou redução de 0,77 ponto percentual, passando para 14,36% ao ano. O custo da dívida interna caiu de 13,24% a.a. para 12,94% a.a. em maio. Já o custo da dívida externa passou de 40,43% a.a. para 34,74% a.a., puxada principalmente pela valorização do real frente ao dólar. A desvalorização do dólar foi de 9,42% em maio. “A redução do custo é resultado de vários indicativos que tiveram melhora em relação a maio de 2008. Entre eles estão a redução da Selic, as variações do câmbio com valorização do real e as menores índices de inflação em relação a maio de 2008”, explicou o coordenador geral da Dívida Pública, Guilherme Pedras.Leia mais sobre dívida pública
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