22/06/2009 -
10:12
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Agência Estado
Os contratos futuros de petróleo negociados no mercado internacional operam em queda de aproximadamente 2%, cotados na casa dos US$ 67 o barril, em meio ao fortalecimento do dólar ante as principais moedas estrangeiras e às dúvidas crescentes sobre o ritmo de recuperação da economia mundial. As preocupações econômicas acabaram ofuscando as notícias no fim de semana de mais ataques à infraestrutura de petróleo da Nigéria.
"Embora as pessoas queiram se prender ao sentimento positivo, todos estão cientes de que as bolsas e as commodities (matérias-primas) subiram muito. O realismo está voltando ao mercado, parece haver uma correção ampla", comentou Ole Hansen, gerente de negociação em futuros e renda fixa do Saxo Bank.
Por volta das 10 horas (de Brasília), o petróleo futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em julho, que vence hoje, caía 2,4%, a US$ 67,88 por barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Na Bolsa Intercontinental (ICE), o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em agosto recuava 2,14%, a US$ 67,71 o barril.
Os temores de que a temporada de pico de consumo de gasolina nos Estados Unidos (durante o verão no Hemisfério Norte) não vai estimular a demanda como um todo pesam nos contratos futuros de gasolina hoje, depois da queda de 7% na última sexta-feira (dia 19). Assim como no pregão anterior, o comportamento da gasolina influencia o recuo do petróleo e deve ser bastante acompanhado esta semana. Dados da semana passada mostraram aumento inesperado de 3,4 milhões de barris nos estoques de gasolina nos EUA na semana encerrada em 12 de junho, gerando dúvidas sobre a perspectiva para a demanda.
"Dado o papel recente de liderança dos futuros de gasolina, a fraqueza desses contratos pode ser o catalisador para levar o petróleo WTI novamente abaixo de US$ 60 nas próximas semanas", disseram analistas técnicos do Barclays Capital.
Na Nigéria, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell PLC confirmou ontem um ataque contra uma de suas plataformas em alto-mar (offshore) no país, na terceira operação de militantes contra a subsidiária da empresa em 24 horas. Os militantes também atacaram instalações pertencentes à norte-americana Chevron e à italiana Eni na semana passada, em meio à retomada da violência contra a infraestrutura de petróleo da Nigéria.
As informações são da Dow Jones.
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