22/06/2009 -
16:34
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Redação com agências
SÃO PAULO - O dólar teve alta no pregão desta segunda-feira e encerrou os negócios acima dos R$ 2, perdido no dia 28 de maio. A moeda americana subiu 2,48%, e encerrou o dia valendo R$ 2,023.
No fim do pregão o Banco Central (BC) realizou um leilão para compra de dólares no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 16h03 e terminou às 16h13. A taxa aceita ficou em R$ 2,0235.
Parte do pessimismo generalizado desta segunda-feira pode ser atribuído ao fato que o Banco Mundial fez novas previsões pessimistas para a economia global deste ano e piorou a situação dos mercados, que iniciam a semana com perdas. No mercado internacional de moedas, a renovação da aversão ao risco beneficia a valorização do dólar, o que gera aumento da divisa dos EUA. Em conferência em Seul, o Bird anunciou que sua estimativa econômica para o globo, agora, é de uma contração de 2,9%. Essa projeção é consideravelmente pior do que a anterior, que previa desaceleração global de 1,7%. A instituição acredita que a retomada da atividade deve ocorrer no próximo ano e projeta expansão do PIB mundial de 2%, em 2010. Além do ambiente menos favorável à manutenção de posições vendidas em dólar, os leilões do swap cambial que o BC efetuou na semana passada também contribuem para a pressão de alta, já que as instituições que tomaram parte do leilão ganham com a variação positiva da moeda. No cenário nacional, os investidores reagiram ainda à notícia que foram criadas 131 mil novas vagas formais de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal. O índice representa um aumento de 0,41% frente ao resultado de abril. Na sexta-feira da semana passada, o dólar comercial fechou estável, a R$ 1,971 na compra e R$ 1,973 na venda.Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em forte queda nesta segunda-feira. Por volta das 16h10, o Ibovespa, principal índice, marcava um recuo de 3,23%, para 49.713 pontos.
Os papéis brasileiros refletem a queda no preço das commodities ante um ambiente de maior aversão ao risco. Além disso, o mercado continua em busca de sinais mais contundentes sobre como tende a ser a recuperação da economia e, enquanto não encontra a equação exata, adota cautela. O mau desempenho segue as bolsas internacionais. Nos Estados Unidos, as Bolsas de Nova York também operavam no terreno negativo. Dow Jones cedia 2,09% e o Nasdaq caía 2,96%, no mesmo horário. Fatores No mercado doméstico, termina na quarta-feira o prazo para reserva das ações da oferta da VisaNet. Hoje, a Banif deixou de integrar o grupo de instituições participantes da oferta, tornando-se a quarta corretora a ser excluída da oferta. Na semana passada outras três corretoras - XP Investimentos, Senso e Geração Futuro - deixaram de fazer parte do grupo consorciado da oferta. Além da VisaNet, a MRV Engenharia também está envolvida no processo de formação do preço da oferta (bookbuilding) de 22.500.000 ações ordinárias, com a possibilidade de ofertar 3.375.000 ações no lote suplementar e 4.500.000 ações no lote adicional. O prazo termina amanhã. No cenário externo, o setor de mineração ganhou destaque depois que a Xstrata anunciou uma proposta de fusão com a Anglo American. Caso fechado, o acordo formaria a terceira maior mineradora do mundo, atrás da BHP Billiton e Vale. Na Europa, o pregão foi mercado pelos baixas dos indicadores. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 caiu 2,7%, para 202,77 pontos, mas ainda acumula alta superior a 2% desde o início do ano. Nos mercados locais, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 111,88 pontos (-2,57%), para 4.234,05 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 146,06 pontos (-3,02%), para 4.693,40 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 98,02 pontos (-3,04%), para 3.123,25 pontos.(Com informações do Valor Online e da Agência Estado)
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