22/06/2009 -
13:57
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Valor Online
Ao anunciar a redução de pedidos de seguro-desemprego e aumento no uso de programa de requalificação, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta segunda (22) que dados preliminares indicam que a criação de empregos formais em junho "será maior" do que em maio. "Eu volto a afirmar: o Brasil já está olhando a crise pelo retrovisor" , disse.
Em maio, foram criados 131.557 empregos com carteira assinada em todo o país, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nos primeiros cinco meses do ano, o saldo entre admissões e desligamentos foi positivo em 180.011 novas vagas.
Sem chutômetro
Lupi, que mantém a aposta na criação de cerca de 1 milhão de empregos e no crescimento real da atividade econômica ao redor de 2%, disse que seu otimismo "não se baseia em chutômetro" . Ele ponderou que sua equipe "cruza vários dados" para mantê-lo confiante no melhor cenário.
Entre os números, o ministro destacou que, em maio, houve queda nos pedidos de seguro-desemprego, para 536.170, ante 566.676 de igual mês de 2008. É bom lembrar que o trabalhador tem até 120 dias após a demissão para requerer o benefício, o que pode alterar os dados.
Outra informação do ministro do Trabalho foi sobre o seguro-desemprego com bolsa-qualificação, que entre janeiro e maio atendeu a 16.245 pessoas, ante 2.611 em intervalo idêntico do ano passado. Nesse programa, a empresa faz acordo com o governo de não demitir o trabalhador que precisa ser qualificado. O governo paga um salário mínimo e meio e dá o curso, em até três meses, quando o empregado retorna ao emprego.
"É um dado muito positivo, pois, quando a empresa faz isso, tem a expectativa de que voltará a produzir" , comentou o ministro.
Virada
Ele apontou ainda que, para o aumento de empregos em junho, aposta na "virada" da indústria de transformação, que teve saldo negativo no ano e registrou apenas 700 vagas novas em maio.
Lupi citou como exemplo dessa retomada informações que obteve do movimento sindical sobre recontratação pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das primeiras a demitir em massa ao fim do ano passado, no auge da crise financeira.
"Se o governo continuar com políticas anticíclicas, baixando os juros e garantindo o crédito, dá para vislumbrar o caminho da vitória" , afirmou Lupi. Para ajudar a fomentar o consumo, ele informou ainda que vai negociar mais reduções nos custos de linhas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) dirigidas ao consumidor.
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