22/06/2009 -
17:18
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Redação com agências
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um pregão de forte queda nesta segunda-feira, acompanhando o pessimismo dos principais mercados globais. O índice Ibovespa, o principal da Bolsa nacional, terminou com baixa de 3,66%, aos 49.494 pontos.
Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caiu 3,41%, para R$ 30,86; Vale PNA recuou 4,83%, a R$ 29,93; Itaú Unibanco PN perdeu 0,71%, para R$ 30,38; BM & FBovespa ON diminuiu 9,08%, cotada a R$ 10,91; e Bradesco PN teve desvalorização de 3,26%, a R$ 28,40.
Parte do pessimismo generalizado desta segunda-feira pode ser atribuído ao fato que o Banco Mundial fez novas previsões pessimistas para a economia global deste ano e piorou a situação dos mercados, que iniciam a semana com perdas. No mercado internacional de moedas, a renovação da aversão ao risco beneficia a valorização do dólar, o que gera aumento da divisa dos EUA.
Em conferência em Seul, o Bird anunciou que sua estimativa econômica para o globo, agora, é de uma contração de 2,9%. Essa projeção é consideravelmente pior do que a anterior, que previa desaceleração global de 1,7%. A instituição acredita que a retomada da atividade deve ocorrer no próximo ano e projeta expansão do PIB mundial de 2%, em 2010.
Cenário externo
O mau desempenho segue as bolsas internacionais. Em Wall Street, as vendas foram regra. O Dow Jones fechou com baixa de 2,35%, aos 8.339 pontos. O S&P 500 perdeu 3,06%, para 893 pontos. E o Nasdaq recuou 3,35%, a 1.766 pontos.
Na Europa, o pregão também foi mercado pelos baixas dos indicadores. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 caiu 2,7%, para 202,77 pontos, mas ainda acumula alta superior a 2% desde o início do ano. Nos mercados locais, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 111,88 pontos (-2,57%), para 4.234,05 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 146,06 pontos (-3,02%), para 4.693,40 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 98,02 pontos (-3,04%), para 3.123,25 pontos.
No cenário nacional, os investidores reagiram ainda à notícia que foram criadas 131 mil novas vagas formais de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal. O índice representa um aumento de 0,41% frente ao resultado de abril.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar teve alta no pregão desta segunda-feira e encerrou os negócios acima dos R$ 2, perdido no dia 28 de maio. A moeda americana subiu 2,48%, e encerrou o dia valendo R$ 2,023.
No fim do pregão o Banco Central (BC) realizou um leilão para compra de dólares no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 16h03 e terminou às 16h13. A taxa aceita ficou em R$ 2,0235.
Além do ambiente menos favorável à manutenção de posições vendidas em dólar, os leilões do swap cambial que o BC efetuou na semana passada também contribuem para a pressão de alta, já que as instituições que tomaram parte do leilão ganham com a variação positiva da moeda.
Gatilho
Para o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, a piora na previsão de crescimento da economia global foi o gatilho para o pessimismo desta segunda-feira, mas a fonte de preocupação continua nos Estados Unidos, onde os agentes avaliam com grande cautela a capacidade de financiamento do governo.
De acordo com Rodrigues, os agentes aguardam o comunicado da reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, pois algum comentário sobre o assunto terá de ser feito depois do recente aumento de prêmios de risco nos títulos da dívida do país. Na visão do especialista, os agentes temem que o Fed esteja enfrentando problemas de liquidez.
(Com informações do Valor Online, Reuters e Agência Estado)
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