08/06/2009 -
17:18
, atualizada às 18:05 08/06 -
Redação com agências
Após operar em queda na maior parte do pregão, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) “virou” e passou a registrar alta. O índice Ibovespa, o principal da Bolsa paulista, fechou com elevação de 0,54%, aos 53.630 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,8 bilhões.
Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caiu 0,29%, para R$ 33,88; Vale PNA avançou 1,53%, a R$ 33,00; Itaú Unibanco PN ganhou 0,22%, para R$ 31,80; BM & FBovespa ON aumentou 2,52%, cotada a R$ 12,61; e Bradesco PN teve valorização de 0,94%, a R$ 30,01.
Foi divulgado nesta segunda que, pela primeira vez em três meses, o saldo de negociação direta do investidor estrangeiro na Bovespa apresenta sinal negativo. No acumulado de junho até o dia 3, as vendas dos não residentes superavam as compras em R$ 479 milhões. No entanto, a cifra é pouco expressiva se for considerado que, no acumulado do ano, o saldo ainda passa dos R$ 10 bilhões.
Um levantamento da consultoria Economatica também mostrou que o valor somado das empresas que têm ações na Bovespa já voltou ao nível em que se encontrava no fim de agosto, antes, portanto, do aprofundamento da crise global, em 15 de setembro, com a quebra do banco Lehman Brothers. Desde o pior momento desse período, em outubro, o valor de mercado da bolsa cresceu R$ 460 bilhões.
O dia também foi marcado pelo anúncio da compra da rede varejista Ponto Frio pelo Grupo Pão de Açúcar. O negócio foi fechado por R$ 824,5 milhões e recoloca a rede na liderança do setor varejista brasileiro.
A “virada” da Bovespa seguiu a reviravolta dos mercados americanos, que também passaram para o terreno positivo. Por volta das 17h de Brasília, o índice Dow Jones apontava alta de 0,48%, enquanto o Nasdaq subia 0,27%.
Dólar
O dólar registrou elevação frente ao real no pregão desta segunda-feira (8), seguindo a tendência registrada nos demais mercados mundiais com a possibilidade da elevação das taxas de juros nos EUA. A divisa encerrou as negociações cotada a R$ 1,966, com alta de 0,41%.
Ao longo do dia, os agentes se desfizeram de parte de suas posições, de acordo com o crescimento da expectativa de alta nas taxas de juros nos Estados Unidos. Tal percepção, que ganhou força na sexta-feira, após a divulgação dos dados de emprego nos EUA, promove uma troca de posições de commodities para o dólar, o que ajuda a reduzir a atratividade dos ativos brasileiros.
“O que está acontecendo é que tem se falado em uma alta na taxa de juros dos Estados Unidos. Isso faz com que a procura por títulos norte-americanos volte”, avaliou Paulo Shiguemi Fujisaki, analista de mercado da Corretora Socopa.
Novamente, o Banco Central (BC) voltou ao mercado, comprando moeda americana em leilão no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 15h13 e terminou às 15h23. A taxa aceita ficou em R$ 1,9726.
(Com informações da Agência Estado e Valor Online)
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