03/06/2009 -
08:06
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Agência Estado
O interesse dos investidores estrangeiros deu novo ânimo para as empresas. Aos poucos, elas estão se preparando para fazer ofertas de ações para se financiar, assim como havia virado rotina até meados do ano passado.
E, desta vez, as ofertas podem ajudar as empresas a driblar um mercado de crédito ainda restrito por causa da crise.
A Gafisa e a Hypermarcas confirmaram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o interesse em fazer uma oferta pública de ações, a exemplo do anúncio feito há cerca de um mês pela direção da Visanet. A construtora MRV e a Natura também pretendem vender ações.
Porém, as empresas ainda estão medindo a temperatura.
De acordo com o fato relevante da Gafisa, a oferta pública primária de ações deve ficar entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões. Cauteloso, o diretor de Relações com Investidores, Alceu Duilio Calciolari, informou que "não há garantias de que a oferta será efetivada ou quando será efetivada". A nota da Hypermarcas informa que contratou uma instituição financeira para o "estudo de eventual distribuição pública de ações ordinárias".
Segundo Ricardo Lacerda, presidente do banco de investimentos do Citi, os investidores estrangeiros estão com enorme interesse pelos países emergentes e, em particular, pelo Brasil. "O Brasil apresenta uma condição única de estabilidade econômica e crescimento. Estamos hoje entre os três mercados mais aquecidos do mundo."
O interesse pelo Brasil está levando até filiais de grandes grupos internacionais a pensarem em ofertas locais. O grupo siderúrgico ArcelorMittal, dono da Belgo, Tubarão, Vega do Sul e Acesita, estuda a venda de ações no País.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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