03/06/2009 -
10:08
, atualizada às 15:51 03/06 -
Redação com agências
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em forte baixa nesta quarta-feira (3), seguindo a tendência de baixa dos principais mercados internacionais. Por volta das 15h31, o índice Ibovespa, o principal da Bolsa paulista, caia 3,77%, aos 51.965 pontos.
O dia é de ajuste em todos os maiores mercados. O dólar recupera preço sobre o euro e a libra, as commodities registram queda e a taxa de retornos dos títulos americanos aponta para baixo, indicando maior demanda pelos papéis.
Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York também tem um dia de perdas. Por volta das 15h20, o índice Dow Jones caía 1,42%, enquanto o Nasdaq recuava 1,43%.
Entre as principais notícias do dia, a economia da zona do euro retraiu-se em ritmo maior que o inicialmente esperado no primeiro trimestre sobre igual período do ano passado, em um resultado negativo recorde devido a quedas nos investimentos e nas vendas externas. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 4,8% ante o primeiro trimestre de 2008, pior queda da série histórica, ante leitura preliminar de recuo de 4,6%.
Nos Estados Unidos, a ADP, empresa que processa folha de pagamentos, anunciou que setor privado não-agrícola dos Estados Unidos fechou 532 mil postos de trabalho na passagem de abril para maio, em uma base ajustada sazonalmente.
Fator corporativo
Do lado corporativo, as atenções seguem com a General Motors. O grupo canadense de autopeças Magna International pretende fechar acordo com a General Motors sobre a unidade Opel em setembro, afirmou o co-presidente-executivo da companhia, Siegfried Wolf, nesta quarta-feira.
A Bombardier registrou nesta quarta-feira uma queda de 31% no lucro trimestral e informou que cancelamentos de pedidos de jatos executivos superaram o nível de novas encomendas. A companhia, terceira maior fabricante de aviões civis, informou que o lucro líquido caiu para US$ 158 milhões, ou US$ 0,09 por ação, no primeiro trimestre encerrado em 30 de abril. No ano anterior, a Bombardier teve ganho de US$ 229 milhões, ou US$ 0,12 por ação.
Entre os fatores que vão determinar a intensidade da realização de lucros iniciada ontem pela Bovespa, após acumular ganho de 45% no ano, também está o fluxo de capital estrangeiro, que fechou maio com entrada mensal recorde R$ 6,083 bilhões. Com isso, o investimento estrangeiro em ações este ano subiu para R$ 11,2 bilhões.
Dólar
Após encerrar o dia anterior no menor valor desde 30 de setembro, o dólar iniciou os negócios desta quarta-feira (3) em alta. Por volta das 15h31, a moeda norte-americana subia 2,34%, cotada a a R$ 1,968. Ontem, moeda americana teve um recuo de 1,59% e terminou o dia cotada a R$ 1,923, a oitava baixa consecutiva.
Hoje, o Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 15h e terminou às 15h10. A taxa aceita ficou em R$ 1,9675.
Desde o início de março, quando alcançou R$ 2,443 na cotação máxima do ano, o dólar já despencou 21,3%. No ano, a baixa é de 17,6%.
O BC divulgou nesta quarta-feira que o fluxo cambial brasileiro foi positivo em US$ 3,134 bilhões em maio, a melhor marca mensal desde abril de 2008, quando a entrada líquida de recursos no país havia somado US$ 6,723 bilhões. O fluxo da última semana de maio foi positivo em apenas US$ 48 milhões, já que até o dia 22, os dados apontavam a entrada líquida de US$ 3,086 bilhões.
Além disso, o BC também informou que comprou US$ 2,748 bilhões no mercado de câmbio à vista por meio dos leilões praticamente diários que tem realizado desde o dia 12 do mês passado. Foi o maior volume adquirido pelo BC em um único mês desde abril de 2008.
Segundo o Banco Central, suas intervenções não tem como objetivo tentar estabelecer um piso para a taxa de câmbio, ou evitar a desvalorização do dólar em relação ao real.
O BC diz que sua meta é aproveitar a sobra de moeda estrangeira para recompor as reservas internacionais, que fecharam o mês passado em US$ 205,576 bilhões, ante US$ 201,317 bilhões do fim de abril.
Mudanças
O que mudou no mercado de ontem para hoje, com impacto na abertura, foi o rumo internacional da moeda norte-americana em relação às principais divisas estrangeiras.
Ontem, o dólar registrou recuo generalizado no exterior e o euro chegou à máxima de US$ 1,434, fechando o dia em mais um recorde dos últimos meses. Já hoje, a moeda norte-americana caminha na direção oposta, ganhando valor antes divisas de economias fortes e emergentes.
(Com informações de Valor Online, Agência Estado e Reuters)
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