02/06/2009 -
10:21
, atualizada às 16:06 02/06 -
Redação com agências
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se firmou em tereno noegativo nesta terça-feira (2). Após um período de instabilidade, a Bolsa agora volta a recuar. Por volta das 15h35, o Ibovespa, principal índice do pregão, marcava baixa de 0,56%, para 54.183 pontos.
Mais cedo, os indicadores haviam avançado após a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) informar que as vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA cresceram 6,7% em abril, ante expectativa de leve alta de 0,5%. Segundo a NAR, o crédito tributário e o juro baixo ajudaram as vendas pendentes de moradias naquele mês.
No setor financeiro, os bancos aproveitam a melhora de ambiente para retomar as captações. JP Morgan busca US$ 5,5 bilhões, o Morgan Stanley anunciou uma oferta de US$ 2,2 bilhões e a American Express quer outros US$ 500 milhões. Com os recursos tomados junto ao mercado, as instituições pretendem devolver ao governo os empréstimos que conseguiram sob o TARP, programa criado pelo Tesouro para ajudar bancos em dificuldade.
Na Europa, o principal índice de ações terminou praticamente estável. A firmeza do setor automotivo compensou o fraco desempenho do segmento bancário, conduzido pelo Barclays após Abu Dhabi ter vendido mais de 11% das ações do banco britânico. O índice FTSEurofirst 300, referência das principais ações europeias, teve variação negativa de 0,04%, a 885 pontos. O indicador avançou 2,8% na segunda-feira, atingindo o maior patamar desde o começo de janeiro.
No cenário nacional, foi anunciado que Oo saldo de capital externo na Bovespa já chega a R$ 6,1 bilhões em maio até a quinta-feira da semana passada (dia 28), elevando para R$ 11,221 bilhões o superávit acumulado em 2009. No ano, a valorização do Ibovespa é de 45%.
Dólar
O dólar segue a tendência dos últimos pregões e volta a perder valor ante o real. Por volta das 15h35, a moeda americana valia R$ 1,925, com recuo de 1,48%.
No dia, o Banco Central (BC) voltou a atuar no mercado, comprando moeda americana em leilão à vista. De acordo com comunicado do Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin), a operação teve início às 15h34 e terminou às 15h44. A taxa aceita ficou em R$ 1,927.
A perspectiva continua sendo de queda nas cotações do dólar ante o real. Além do cenário internacional permitir a continuidade da trajetória, pesam as estimativas de que o fluxo segue positivo.
Ontem, o banco Cruzeiro do Sul anunciou intenção de captar recursos no mercado internacional. O volume não foi divulgado, mas os operadores esperam quantia pequena. Porém ressaltam que a operação, se confirmada, é importante, pois abriria uma janela para empresas menores, que estão fora do mercado desde o agravamento da crise internacional.
Além disso, há as construtoras que estão captando recursos. As operações ocorrem no mercado doméstico, mas não é segredo que investidores estrangeiros gostam desses papéis.
No sentido oposto, diminuindo a pressão de queda do dólar, profissionais de mercado ressaltam a mudança nas posições dos investidores estrangeiros no mercado interno de derivativos. Esse grupo de investidores, que vem se mantendo vendido, estaria invertendo a mão. Mas ninguém acredita que essa movimentação represente uma inversão de expectativas.Ainda assim, os operadores acreditam que as cotações do dólar, depois de terem caído fortemente nas últimas semanas, podem ser corrigidas forte e bruscamente assim que houver uma notícia negativa. "Os investidores esperam um motivo para corrigir as cotações e realizar os lucros (com respectiva alta da moeda norte-americana", disse um experiente profissional do mercado doméstico de câmbio.
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