As Bolsas de Nova York operam em vaivém, ensaiando uma recuperação com ajuda do bom desempenho de ações de bancos, energia e da General Motors, mas com os investidores ainda preocupados com a deterioração da economia global, após alerta do Banco Mundial.
As ações do Bank of America Corp., US Bancorp e Wells Fargo & Co. lideram o rali dos bancos, em meio a coberturas de posições vendidas e esperanças de que regras contábeis de marcação a mercado sejam retiradas em um encontro da Câmara nesta semana.
Às 13h20 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,24%, o Nasdaq recuava 0,04% e o S&P 500 tinha alta de 0,69%.
O Banco Mundial previu ontem que o PIB global irá se contrair este ano pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial e deverá ficar pelo menos 5% abaixo do potencial. O comércio deve ter o pior desempenho em 80 anos e a produção este ano deve ficar 15% abaixo do nível de 2008.
As ações do Bank of America avançavam 14% e chegaram a subir 19% na máxima até o momento. O executivo-chefe da instituição, Ken Lewis, escreveu um artigo opinativo no Wall Street Journal de hoje, afirmando que a maioria dos bancos está emprestando e irá sobreviver à tempestade econômica. Já segundo a revista Barron's, ele afirmou que o Bank of America vai gerar lucro quando a economia se recuperar e que a instituição não precisa levantar mais capital.
US Bancorp, por sua vez, tinha alta de 13%, enquanto Wells Fargo avançava 21%.
"Esses bancos foram arrasados na semana passada. Nada cai para sempre em linha reta", ponderou o analista da consultoria Stifel Nicolaus, Christopher Mutascio. Ele acredita que, além da cobertura de posições vendidas, há algum movimento de compra para o longo prazo, uma vez que as ações foram duramente derrubadas.
Segundo Mutascio, além de reagir positivamente aos comentários de Lewis na Barron's e no Journal, os bancos sobem com expectativas de que um encontro de um subcomitê da Câmara nesta semana sobre regras contábeis de marcação a mercado - que alguns responsabilizam por agravar os problemas do setor financeiro - resulte em eliminação das regras. Mas ele alertou que um rali por causa disso deve ser curto. Uma vez expostos às regras de marcação ao mercado, analistas e investidores continuarão calculando os riscos de bancos com base nessas diretrizes, mesmo após as regras terem sido eliminadas.
Fora do setor bancário, as ações da General Motors avançam 8%. Membros da equipe de força-tarefa da indústria automotiva do presidente Barack Obama se reúnem com executivos da GM e da Chrysler hoje.
O setor de energia avança com a forte alta dos contratos futuros de petróleo, diante das expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidirá cortar a produção novamente no encontro do próximo domingo, em Viena. ConocoPhillips subia 4% e Marathon Oil avançava 2,4%.
As ações da Schering-Plough saltavam 14%, após a farmacêutica ter concordado em ser comprada pela Merck por US$ 41,1 bilhões em dinheiro e ações. Os acionistas da Schering-Plough receberão 0,5767 ação da Merck e US$ 10,50 em dinheiro em troca de cada ação que possuem. Os acionistas da Merck ficarão com 68% da companhia combinada. Os papéis da Merck caíam 10%. As informações são da Dow Jones.