09/03/2009 - 10:20 , atualizada às 15:44 09/03 - Redação com agências
SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deixou para trás a instabilidade da manhã e passa a operar em queda, neste início de uma semana cheia de indicadores. Por volta das 15h30, o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, tinha queda de 0,88%, para 36.779 pontos, após passear pelo terreno positivo mais cedo.
Em Nova York, as Bolsas também operam no terreno negativo.
A agenda doméstica de indicadores econômicos reserva a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do quarto trimestre do ano passado e o fechado de 2008 nesta terça-feira, além da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (dia 11).
Lá fora, o pessimismo não dá trégua e parece aumentar a cada dia. Nos Estados Unidos, as Bolsas também operam no terreno negativo após enfrentar oscilação.
Estimativas divulgadas pelo Banco Mundial acentuam o mau humor dos investidores nesta segunda-feira. O Bird prevê que o PIB global irá se contrair este ano pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. O comércio deve ter o pior desempenho em 80 anos e a produção tende a cair 15% em 2009. Além disso, o Banco Mundial também acredita que os emergentes podem ficar sem recursos. Segundo o banco, a crise pode gerar uma lacuna de recursos que chegará a US$ 700 bilhões.
Câmbio
O dólar opera em queda ante o real. Por volta das 15h30, a moeda era negociada a R$ 2,379, com queda de 0,17%.
Petrobras
O lucro líquido de R$ 7,355 bilhões registrado pela Petrobras no período entre outubro e dezembro de 2008, equivalente a uma alta de 46% em relação ao mesmo período de 2007, e de R$ 33,915 bilhões no ano passado não devem causar animação nos negócios, pois mostram que a empresa está conseguindo manter a trajetória de crescimento.
O que deve atrair a atenção dos investidores, porém, e pode não ser bem recebida é a queda de 20% no fluxo de caixa da empresa, medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) no quarto trimestre do ano passado, de R$ 9,577 bilhões, ante o mesmo período de 2007.
Os números mostram que o aumento das despesas operacionais, assim como a queda no preço de venda do petróleo praticado pela estatal no período, influenciaram o indicador. O balanço revelou uma alta de 36% nas despesas operacionais em relação ao quarto trimestre de 2007, para R$ 10,451 bilhões. Ainda no horário citado acima, as ações ordinárias (ON) da Petrobras cediam 1,78%, enquanto as preferenciais estavam em leilão e ainda não apresentavam negócios.
(Com informações da Agência Estado)
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