06/03/2009 - 18:06 - Agência Estado
O financista em desgraça Bernard L. Madoff pode estar próximo a uma declaração de culpa em seu caso criminal.
Em comunicados aos tribunais nesta sexta-feira, os promotores indicaram que planejam apresentar um documento de acusação contra Madoff, que costumeiramente é apresentado quando o acusado planeja declarar-se culpado. Uma audiência do caso foi marcada para a próxima terça-feira, disse um funcionário do juiz distrital Denny Chin nesta sexta-feira.
Os promotores têm até o dia 13, terça-feira, para pedir o indiciamento de Madoff a um grande júri federal ou chegar a um acordo de declaração de culpa. "Nós desistimos de rebater as acusações e o caso prosseguirá com a instrução", disse Daniel Horwitz, um advogado de Madoff. Ele se recusou a entrar em detalhes. Os promotores são obrigados a informar ao tribunal se eles pretendem seguir com a instrução. Frequentemente, novas instruções criminais são apresentadas junto a um acordo, no qual o acusado de se declara culpado.
"É uma indicação muito boa de que haverá declaração de culpa", disse Michael F. Bachner, advogado que defende criminosos do colarinho branco e ex-promotor. Madoff foi inicialmente acusado de fraude no mercado de ações em 11 de dezembro, a partir de um depoimento juramentado de um agente do FBI, a polícia federal norte-americana.
Na terça-feira, Chin, o juiz distrital, deverá fazer uma audiência separada para abordar potenciais conflitos de interesse de um dos advogados de Madoff, Ira Lee Sorkin. Sorkin disse que o governo levantou, como um potencial conflito de interesses, a própria representação que ele fez há 17 anos de um caso contábil levado à Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários americana, envolvendo Madoff. Madoff nunca foi acusado no caso.
Os pais de Sorkin tinham uma conta na empresa de Madoff. A conta foi fechada após a morte da mãe de Sorkin em 2007 e o dinheiro foi para dois netos, disse Sorkin, que afirmou nunca ter investido com Madoff. Promotores federais afirmam que Madoff admitiu em dezembro a executivos graduados da sua empresa - descobriu-se mais tarde que a seus filhos, que detinham as funções - que ele comandou um esquema de fraudes do tipo "pirâmide" por meio da própria firma de investimentos.
Um ex-presidente da bolsa eletrônica Nasdaq, que atuou em Wall Street por quase 50 anos, Madoff enfrenta investigação criminal e acusações cíveis feitas pela SEC. Logo após sua prisão em 11 de dezembro, Madoff pagou fiança de US$ 10 milhões e desde então está em prisão domiciliar, em seu apartamento no Upper East Side em Manhattan. As informações são da Dow Jones.
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