05/03/2009 - 15:45 , atualizada às 15:45 05/03 - Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - O presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Brigadeiro Cleonilson Nicácio da Silva, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, anunciaram nesta quinta o lançamento do edital para de concorrência para um estudo sobre a reestruturação da Infraero. O objetivo é permitir a transformação da empresa pública em uma companhia de capital aberto, o que viabilizaria a captação de recursos no mercado de capitais nacional.
Apesar da intenção de abrir o capital Infraero, o Brigadeiro Nicácio Silva nega que o governo tenha prepare a privatização da empresa aeroportuária. "Quero desmentir notícias que foram veiculadas nesta quinta em jornais de grande circulação: não haverá privatização da Infraero", garantiu o presidente da estatal.
Na avaliação de Eduardo Coutinho, a abertura de capital ampliará a capacidade de investimento no setor aéreo brasileiro. Segundo Nicácio Silva, caso a abertura de capital saia do papel, a empresa poderá "se preparar para novos desafios no mercado nacional e, futuramente, na administração e gestão de aeroportos fora do País", avaliou.
Nicácio Silva e Luciano Coutinho não souberam informar quanto a Infraero projeta captar no mercado com a migração da Embraer para o patamar de empresa de economia mista. De acordo com Coutinho, o governo conta ainda com uma recuperação das economias mundiais antes de fazer um cálculo exato.
A Infraero é responsável pela administração de 67 aeroportos nacionais, que concentram cerca de 97% do movimento de passageiros no Brasil.
Licitação
O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira. As empresas interessadas devem apresentar suas propostas até o dia 30 de abril. A contratação ocorrerá daqui a quatro meses. A partir daí, os estudos devem ser concluídos em até nove meses.
De acordo com o secretário de Aviação Civil, brigadeiro Jorge Godinho Barreto, caberá ao ministério da Defesa a supervisão do estudo e a avaliação das propostas. O BNDES, por sua vez, irá coordenar os trabalhos dos consultores e submetê-los à apreciação dos conselheiros.
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