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Venda de carros cai até 53% nos EUA, o nível mais baixo em 30 anos

04/03/2009 - 12:48 , atualizada às 13:53 04/03 - Agência Estado

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WASHINGTON - A venda de automóveis das principais montadoras nos Estados Unidos em fevereiro caiu mais de 40% na comparação com igual período do ano passado. Apesar de oferecerem descontos bastante agressivos, o desempenho das montadoras registrour o nível mais baixo em quase 30 anos de mercado.

Na General Motors, que vem sobrevivendo graças a uma ajuda governamental de US$ 13,4 bilhões, a queda nas vendas foi de 52,9%. A Ford teve redução de 48% e a Chrysler, que também ganhou uma sobrevida com uma ajuda de US$ 4 bilhões em dezembro, viu suas vendas caírem 44%.

Maior montadora do mundo em vendas, a japonesa Toyota vendeu 37,3% a menos. Honda e Nissan anunciaram queda de 38% e 37%, respectivamente, enquanto a alemã BMW informou uma redução de 34,7%.

"Estamos vivendo uma depressão automotiva", afirmou o analista da Standard & Poors Efraim Levy. "Consumidores temerosos de perder o emprego e assistindo a uma queda no valor de suas casas e de seus ativos em bolsa estão muito receosos de fazer compras grandes e não essenciais."

Na Europa, o cenário também não é animador. Na Espanha, o número de registros de veículos caiu 48,8%, o pior desempenho para um mês de fevereiro na história do país. Na França - um dos países que havia resistido melhor à crise do setor em 2008 -, o recuo foi de 13,1%.

A retração da demanda na Europa já ameaça as subsidiárias da GM, que empregam 300 mil pessoas. "A GM Europa poderá ficar sem caixa lá para abril ou maio. Só uma ajuda governamental poderia evitar a perda de 300 mil postos de trabalho", alertou o vice-presidente mundial de operações da GM, Fritz Henderson. O executivo pleiteia uma ajuda de US$ 4,2 bilhões, que seria usada para financiar a separação das subsidiárias Opel e Vauxhall.

No entanto, o apelo não parece sensibilizar os líderes europeus. Depois de uma reunião com o presidente executivo da GM Europa, Carl-Peter Forster, o ministro das Finanças da Alemanha, Peer Steinbrueck, declarou que ainda não está convencido de que a Opel tenha pela frente um "futuro sustentável". Os governos da Suécia e da Grã-Bretanha, sede das subsidiárias Saab e Vauxhall, estão igualmente relutantes.

Os números negativos divulgados ontem alimentam os temores de que as montadoras não conseguirão obter a recuperação esperada para o segundo semestre deste ano nos EUA, com a qual as companhias vinham contando para desacelerar sua erosão financeira.

Para se qualificarem a receber mais US$ 21,6 bilhões do governo, além dos US$ 17,4 bilhões que já receberam, GM e Chrysler têm até o fim deste mês para demonstrar que estão tendo sucesso nos planos de reestruturação. Caso elas não sejam convincentes, não apenas não receberão mais recursos do governo como terão de devolver aquilo que receberam.

As duas montadoras insistem que terão condições de recuperar a lucratividade e, a partir de 2012, poderão começar a pagar os empréstimos recebidos. Entretanto, para isso, precisam aumentar consideravelmente as vendas este ano.

As empresas também tentam estabilizar suas operações com a queda da produção. A GM e a Ford, que ainda não precisou de ajuda financeira, já declararam que a produção no segundo trimestre deve ser reduzida em mais de 30%, ante o mesmo período de 2008.

"Diante de um cenário econômico frágil, temos de ficar atentos para perceber os indícios de que as condições estão se deteriorando", afirmou a economista sênior da Ford nos Estados Unidos, Emily Kolinski Morris. "Isso quer dizer que não atingimos ainda o fundo do poço. Pode ser que o fundo tenha sido atingido em fevereiro, mas não há nenhuma âncora no horizonte econômico que nos permita ser conclusivos em relação a isso."

Nem mesmo descontos de mais de US$ 5 mil, que se tornaram comuns nas últimas semanas, estão atraindo os consumidores americanos. E os poucos que ainda estão em busca de um carro novo esbarram na falta de crédito. Pensando nesse tipo de cliente, a Toyota pediu ontem em Tóquio um empréstimo emergencial de US$ 2 bilhões do governo japonês para financiar a compra de carros nos EUA.





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