O governo de Barack Obama apresentou nesta quinta-feira as grandes linhas de um projeto de orçamento que abrange o perído 2010 a 2019 e ajusta as previsões para 2009.
Nos Estados Unidos, o exercício fiscal vai de outubro a setembro.
GASTOS: US$ 3,938 trilhões no ano 2009, US$ 3,552 trilhões em 2010
RECEITAS: US$ 2,186 trilhões para 2009, US$ 2,381 trilhões para 2010
DÉFICIT: US$ 1,752 trilhão em 2009 (12,3% do PIB) e US$ 1,717 trilhão em 2010 (8% do PIB), depois dos US$ 459 bilhões de 2008. O déficit deverá reduzir-se a US$ 33 bilhões (3% do PIB) em 2013, ano do fim do mandato de Obama, mas subiria a US$ 712 bilhões (3,1% do PIB) em 2019. No conjunto do período 2010-2019 o governo prevê dívida a descoberto de US$ 6,969 trilhões.
IMPOSTOS DE PESSOAS FÍSICAS: as reduções de impostos para os lares americanos pesarão sobre o déficit, da ordem de US$ 12 bilhões a partir de 2011 e de US$ 770 bilhões entre 2010 e 2019. A supressão das isenções de impostos para os rendimentos mais altos e a taxação dos lucros e dividendos permitirá uma receita de US$ 28 bilhões em 2011.
SEGURO-SAÚDE: gasto de US$ 634 bilhões em dez anos para tornar acessível o seguro-saúde para 46 milhões de americanos que carecem delae.
DEFESA: US$ 663,7 bilhões para o Pentágono em 2010, incluindo US$ 130 bilhões para financiar as guerras do Afeganistão e Iraque. O orçamento total é estável em relação a 2008 (US$ 666 bilhões) e 2009 (US$ 662 bilhões), mas deve retroceder até US$ 592 bilhões em 2011 e voltar a seu nível atual em 2017 (US$ 688 bilhões de dólares).
FINANÇAS: o orçamento de 2009 leva em conta os US$ 247 bilhões do plano de resgate bancário aprovado pelo Congresso em outubro de 2008. Mas o governo se reserva a possibilidade de solicitar outros US$ 250 bilhões a título de "esforço suplementar de estabilização financeira".
PLANO DE REATIVAÇÃO: o plano de US$ 787 bilhões aprovado em fevereiro pelo Congresso injetará US$ 202 bilhões na economia a partir de 2009. Em 2010 serão distribuídos US$ 353 bilhões e US$ 134 bilhões em 2011.
ENERGIA/CLIMA: o sistema de intercâmbio de direitos de emissões de CO2 permitirá o ingresso de US$ 80 bilhões por ano a partir de 2012. O objetivo é uma redução das emissões de gases de efeito estufa em 12% até o ano 2020, partindo da cifra de emissões registrada em 2005.
AGRICULTURA: serão reduzidas as subvenções às grandes propriedades agrícolas, que serão de US$ 143 milhões em 2010, US$ 50 milhões em 2011 e mais de US$ 1,2 bilhão a partir de 2013.