Pequim - O comércio bilateral entre China e Estados Unidos, duas das três maiores potências econômicas do planeta, desacelerou nos 11 primeiros meses de 2008 devido à crise global, segundo dados da Administração Nacional de Alfândegas chinesa publicados neste sábado.
Entre janeiro e novembro do ano passado, o comércio bilateral totalizou US$ 307,82 bilhões, com um crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período de 2007, segundo dados da China.
No entanto, o ritmo de crescimento se situa 3,9 pontos percentuais abaixo do nível do ano anterior.
As exportações chinesas (US$ 233 bilhões), como vem sendo habitual, superaram amplamente o valor das importações americanas (US$ 74,7 bilhões).
A porcentagem de exportação representou um aumento de 9,6% com um ritmo de crescimento 5,6 pontos percentuais abaixo do mesmo período do ano anterior, enquanto o de importação subiu 18,5%, 1,6 pontos percentuais a mais.
Em consequência, o superávit comercial chinês com os EUA aumentou 5,8%, aos US$ 158,36 bilhões, uma percentagem 8,6 pontos porcentuais menor que no mesmo período anterior.
Mesmo assim, o superávit comercial da China com os EUA representou ainda 61,9% do total do país asiático entre janeiro e novembro de 2008.
O arrefecimento se deveu, na opinião da Administração Nacional de Alfândegas da China, ao fato de que a demanda americana perdeu força devido à crise financeira, ao tempo que a divisa chinesa, o iuane, se valorizava.