03/12 - 13:44 , atualizada às 21:10 03/12 - Redação com agências
SÃO PAULO - Poucas semanas após o presidente da Vale, Roger Agnelli, revelar que estava "fazendo ginástica" para manter os empregos em meio à crise internacional, a mineradora anunciou hoje a demissão de 1,3 mil funcionários e concedeu férias coletivas a outros 5,5 mil. Para estes últimos, os períodos de paralisação ocorrerão de forma escalonada a partir de 1º de dezembro e irão durar, no máximo, 30 dias corridos. Além disso, outros 1,2 mil funcionários foram colocados em treinamento, eles devem assumir novas funções na companhia.
De acordo com a empresa, os cortes são resultantes da queda significativa na demanda das siderúrgicas por minério de ferro, que acaba acarretando em produção menor.
A Vale informa que 20% dos 1,3 mil funcionários demitidos trabalham nas unidades de Minas Gerais (MG). Lá também estão 80% dos 5,5 mil profissionais que terão férias coletivas.
O restante dos funcionários envolvidos no processo estão distribuídos por todo o mundo, o que inclui outras localidades no Brasil, segundo informações da assessoria de imprensa da companhia.
No final de outubro, a Vale já havia anunciado seus planos de reduzir a produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas, equivalente a 9% do total. "Paralisaremos a partir do dia 1º de novembro de 2008 as atividades de algumas minas, produtoras de minérios de menor qualidade, localizadas nos Sistema Sul e Sudeste, no Estado de Minas Gerais", informou a empresa, na ocasião.
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