03/11 - 16:34 , atualizada às 17:29 03/11 - Redação com agências
A valorização no mercado acionário, a melhora do humor externo e a atuação do Banco Central somaram forças e contribuíram para a redução de pressão no segmento cambial no pregão de hoje. Assim, a moeda americana, que chegou a subir mais de 2% durante o dia, diminuiu sensivelmente o ritmo de alta na hora final de negociação.
A moeda americana fechou em alta de 0,37%, cotada a R$ 2,168.
Agentes financeiros afirmam que os rumores em torno de uma compra relevante de moeda por parte da Aracruz, uma das empresas com maior exposição cambial em derivativos que precisa ser zerada, continuou vigorando nesta manhã, assim como no último pregão.
Na sexta-feira, a Aracruz veio a mercado, depois do encerramento da sessão, desmentir notícias de que já teria chegado a um acordo com bancos para zerar a exposição cambial. Essa informação deu mais subsídio para a tese de que a empresa continuaria atuando na ponta de compra durante a primeira etapa do pregão.
O Banco Central chegou a oferecer moeda no mercado a vista entre 11h11 e 11h21, com taxa de corte de R$ 2,1875, mas o dólar continuou com o mesmo nível de valorização. A autoridade monetária também cumpriu a oferta previamente agendada de swap cambial, com colocação de US$ 838,3 milhões.
A diminuição do ritmo de alta só ocorreu na segunda metade do pregão. Segundo Paulo Petrassi, sócio gestor da Leme Investimentos, o segmento acabou se rendendo ao tom positivo dos demais mercados. A notícia local de fusão entre Itaú e Unibanco deu forte impulso para os ganhos na bolsa paulista. Além disso, os contratos de juros também sofreram um ajuste de baixa das taxas na BM & F, após alta exagerada nos últimos pregões.
Entre os analistas, a avaliação é de que o negócio entre Itaú e Unibanco mostra a volta da confiança e da credibilidade no setor bancário e é mais um passo no sentido da consolidação do setor financeiro nacional. "Esse anúncio traz uma mudança de foco importante para os negócios", disse um analista. A partir deste anúncio, os analistas já esperam outros movimentos importantes de consolidação do sistema financeiro nacional.
(Com informações da Agência Estado e Valor Online)
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