07/10 - 10:05 , atualizada às 11:03 07/10 - Redação com agências internacionais
O Federal Reserve americano anunciou nesta terça-feira que ofecerá aos bancos, em dezembro, pelo menos US$ 450 bilhões, dentro de uma ação coordenada entre vários bancos centrais para permitir a liquidez em dólares do circuito bancário.
Ao todo, incluindo o Fed, seis bancos centrais do mundo, divulgaram um calendário de suas operações de refinanciamento destinadas a alimentar o circuito bancário internacional em dólares até o fim do ano.
Além do Fed e Banco Central Europeu, participam nesta ação o Banco do Canadá, o Banco de Inglaterra, o Banco do Japão e o Banco Nacional Suíço.
O Fed também anunciou que comprará letras do Tesouro, instrumentos financeiros que permitem às empresas enfrentar necessidades imprevistas de liquidez, para dar impulso a um mercado completamente paralisado.
Além disso, ajudará as empresas a terem acesso a dinheiro fresco.
Pior ainda está por vir, sugere FMI
Um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) sugere que o pior da atual crise financeira global ainda está por vir. O documento, intitulado Estabilidade Financeira Global, afirma que o sistema financeiro atravessa o que o FMI classificou como "um período de turbulências sem precedentes" e prevê que bancos em todo mundo continuarão a registrar fortes perdas.
O FMI ressaltou a determinação dos governos em responder aos atuais desafios, mas disse que "a restauração da estabilidade financeira se beneficiaria de um comprometimento coletivo das autoridades, que devem tratar o problema com eficiência".
Para o diretor do fundo, Dominique Strauss-Kahn, "o tempo das soluções à conta gotas chegou ao fim". "Eu peço aos legisladores que tratem esta crise com medidas abrangentes que restaurem a confiança no setor financeiro. Ao mesmo tempo, os governos nacionais devem coordenar de perto esses esforços para trazer de volta a estabilidade do sistema financeiro internacional."
O relatório faz algumas recomendações com objetivo de tentar ajudar as autoridades a resgatar a confiança "nessas circustâncias excepcionais".
Entre elas estão respostas rápidas, por parte dos governos, aos primeiros sinais de perdas no setor financeiro como forma de evitar "repercussões sistêmicas", e a garantia de que intervenções governamentais de emergência sejam temporárias e que os interesses dos contribuintes sejam protegidos.
(*com informações da AFP e BBC)
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