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Lula diz que empresas tiveram perdas com especulação

04/10 - 15:15 , atualizada às 15:35 04/10 - Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou hoje os prejuízos anunciados por algumas empresas com operações de derivativos, normalmente utilizadas como proteção contra oscilações bruscas do dólar. Nesta semana, Sadia e Aracruz relataram perdas e suas ações registraram forte queda.

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  • "Essas empresas, no fundo, no fundo, estavam especulando contra a moeda brasileira. Portanto, elas não tiveram prejuízo, elas praticaram por conta própria e por ganância esse prejuízo. Isso é problema delas", disse o presidente, que participou neste sábado de ato de apoio ao candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo, o ex-ministro Luiz Marinho.

    Ainda sobre os efeitos da crise norte-americana na economia brasileira, Lula admitiu que o País enfrenta "um pequeno problema de crédito" e garantiu que o governo tomará as medidas necessárias para que não falte financiamento para a exportação. "Nós vamos suprir essa deficiência no crédito pela falta de dólares no mercado internacional para financiar as nossas exportações", afirmou. No entanto, o presidente ressaltou mais uma vez que não haverá um pacote para enfrentar os problemas que podem resultar da crise financeira internacional.

    Tsunami e marolinha

    Lula reforçou que serão tomadas medidas pontuais. E garantiu ainda que o País vai continuar crescendo. Não haverá falta de recursos para projetos estruturais, afirmou, destacando a indústria naval e os setores de gás, álcool, refinarias e siderurgia. "Pode ter certeza de que não faltará dinheiro para incentivar os exportadores e as empresas que estão investindo", disse. Apesar de admitir problemas de crédito, o presidente minimizou os efeitos da crise financeira norte-americana no Brasil, afirmando que "lá, ela é um tsunami; aqui, é uma marolinha".

    Lula considerou um bom indício a aprovação do pacote de incentivo à economia norte-americana, ontem, pela Câmara dos EUA, ressaltando o fato de os parlamentares terem atendido aos apelos do presidente Bush e dos dois candidatos à Presidência. "Mas não se sabe se esse pacote será suficiente, porque não se sabe o tamanho do rombo", ressalvou.

    O presidente afirmou ainda que crises menos graves do que a atual já prejudicaram o Brasil de maneira drástica. "A crise americana é maior do que a asiática, é maior do que a crise do México, que quebraram o Brasil. E ela ainda não chegou diretamente ao País", disse. "Nós vamos ensinar a esses países como a gente vê uma crise dessas. Vamos enfrentar essa crise trabalhando mais e investindo mais."

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