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Após cair mais de 9% em dia de pânico, Bovespa agora recua 8,08%

02/10 - 10:25 , atualizada às 16:55 02/10 - Redação com agências internacionais

SÃO PAULO - A aprovação no Senado dos Estados Unidos na quarta-feira à noite do plano de ajuda às instituições financeiras americanas não conseguiu restaurar a confiança dos investidores. A percepção de que o pacote não vai livrar a economia dos EUA de uma recessão e a expectativa com o resultado da votação na Câmara, onde foi rejeitado na segunda-feira (dia 29), que pode ocorrer entre hoje e amanhã, mantém os investidores pessimistas.

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  • Além disso, a predominância vendedora de ações na Bovespa ganhou ainda mais força nesta quinta-feira, depois da divulgação de dados que mostraram o enfraquecimento da economia dos Estados Unidos -as encomendas à indústria norte-americana em agosto caíram 4%, acima das expectativas do mercado.

    Às 16h53 (de Brasília), o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) recuava 8,08%, a 45.775 pontos. Por volta das 15h40, o índice chegou a recuar 9,24%.

    Nos EUA, os indicadores das bolsas de Wall Street caíam mais de 3%, tendo ampliado a perda após o aumento inesperado do número de pedidos de auxílio-desemprego feitos no país na última semana. Na Europa, as bolsas operam com sinal positivo, mas sem muito entusiasmo.

    Embora o pacote evite o pior - uma crise sistêmica, com quebra em massa de bancos - isso ainda não vai evitar o enxugamento dos bancos, alertou o economista-chefe do Santander, Alexandre Schwartzman. "A gente vai passar por um período longo de muita dificuldade econômica. De fato, (o plano) só evitou o abismo, mas não evitou a recessão", afirmou.

    O receio do mercado é de que esse pacote, que ainda precisa ser aprovado na Câmara, tenha vindo tarde demais. "Confiança é a principal moeda para atrair os recursos necessários ao mercado e enquanto a confiança não for restaurada, a aversão ao risco vai continuar", afirmou um operador.

    Mesmo com a aprovação do pacote de socorro financeiro no Congresso, diretores do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) estudam fazer novos cortes na taxa básica de juro dos EUA, atualmente em 2% ao ano. Sábado, os líderes europeus devem se reunir para discutir uma saída "européia" para os efeitos da crise em seus próprios bancos.

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