02/10 - 13:17 - Redação com agências internacionais
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, afirmou nesta quinta-feira que o financiamento para os pequenos negócios está praticamente congelado e que é necessário que a Câmara de Representantes aprove o pacote de resgate econômico.
"Este assunto vai muito além de Nova York e de Wall Street", disse Bush. "O crédito está congelado. As pessoas não estão conseguindo empréstimos de bancos e os bancos não estão emprestando para as médias e pequenas empresas", afirmou Bush.
O Senado aprovou na quarta-feira sua própria versão do plano, que mantém a ajuda de US$ 700 bilhões, e a Câmara a poderia votar amanhã, embora existam dúvidas de que seguirá em frente, o que hoje causou grandes quedas em Wall Street.
Bush disse ainda que, sem a aprovação do pacote na Câmara, o 'emprego das pessoas correm risco'. "Este problema transcendeu claramente Nova York e Wall Street. É um problema que afeta os trabalhadores", afirmou Bush em seu 14º pronunciamento nos últimos 15 dias para que os congressistas aprovem o plano de resgate.
O pacote aprovado pelo Senado traz diversas emendas adotadas para agradar os deputados que votaram contra o plano original.
Entre as principais emendas estão a ampliação do limite de garantia dos depósitos bancários nos Estados Unidos, de US$ 100 mil para US$ 250 mil, e benefícios fiscais para a classe média e as empresas.
Sob o nome de "Lei de Estabilização Econômica de Emergência", o plano concede poderes sem precedentes ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, para socorrer o setor bancário e restabelecer as linhas de crédito nos Estados Unidos.
O eixo do plano é o resgate dos créditos podres das instituições financeiras, que tiveram origem na crise dos empréstimos imobiliários de risco ("subprime").
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