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Bolsas da Europa fecham em baixa, com dados dos EUA

02/10 - 14:57 , atualizada às 15:02 02/10 - Agência Estado

As principais bolsas européias encerraram o pregão desta quinta-feira em baixa, pressionadas pelo aumento no pedido de auxílios-desemprego feitos nos Estados Unidos e pela diminuição das encomendas para a indústria no país americano.

  • Bovespa cai forte apesar de aprovação de pacote
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  • Os papéis dos setores de mineração, químicos e automóveis foram especialmente prejudicados pelos dados, que sugerem contração da economia.

    Os pedidos de auxílio-desemprego feitos nos EUA na semana encerrada no último sábado (dia 27) subiram para 497 mil, no maior nível desde 29 de setembro de 2001, enquanto as encomendas para a indústria no país recuaram para o menor valor em dois anos.

    Após a aprovação do pacote de auxílio ao mercado financeiro pelo Senado americano, ontem à noite, os investidores mostraram mais cautela e estão atentos ao voto da Câmara dos Representantes sobre as propostas, o que deve acontecer até sexta-feira.

    "A economia dos EUA está enfraquecendo e continuará desta forma até que o pacote seja aprovado", disse Rob Carnell, economista do ING. "O que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) e o Tesouro americano precisam fazer é oferecer um ambiente favorável a uma recuperação modesta". Para Carnell, o plano de auxílio ao mercado financeiro é apenas uma das medidas que podem ser necessárias para fazer com que a economia volte aos eixos. Entre as outras, está o corte nas taxas de juro e nos impostos nos EUA.

    Na zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda), o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juro em 4,25% ao ano, pela terceira vez seguida. Contudo, em entrevista após o anúncio da decisão de política monetária, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, reconheceu que houve discussões sobre um corte na taxa durante a reunião do conselho.

    A sinalização de política monetária de curto prazo do BCE impulsionou os bancos europeus. As ações do Fortis avançaram 12%, enquanto as do Allied Irish Banks subiram 8%. ING subiu 2,5%. "O BCE é como um petroleiro: você precisa virar o leme antes sabendo que vai levar um certo tempo até ele mudar de direção", disse Carnell. O ING acredita que a instituição diminuirá a taxa básica de juros perto do ano-novo, mas destaca que eventos no mercado financeiro podem antecipar a decisão.

    Já o banco suíço UBS disse que terá um lucro modesto no terceiro trimestre deste ano, revertendo os prejuízos trimestrais anunciados recentemente, em decorrência de um corte substancial nas posições relacionadas a hipotecas. As ações subiram 8,12%.

    Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 1,80%, para 4.870,3 pontos. Os papéis da varejista britânica Marks & Spencer avançaram 8,09% após a divulgação de que houve queda de 6,1% nas vendas do grupo no Reino Unido nas últimas semanas, mas que a empresa responderá ao desaquecimento nos gastos de consumidores com o corte de custos.

    O índice DAX, na Bolsa de Frankfurt, recuou 2,51%, para 5.660,63. As ações da empresa de fertilizantes K+S caíram 12,13%, movimento que um operador classificou como uma reação irracional à divulgação de resultados fracos da Mosaic, empresa do mesmo setor, no primeiro trimestre.

    Em Paris, o índice CAC-40 teve declínio de 2,25%, para 3.963,28 pontos. A Vallourec caiu 8,96% após a Merrill Lynch diminuir o grau de recomendação da companhia. A maior parte dos bancos conseguiu se sustentar no território positivo. O Crédit Agricole subiu +4,96%, o Société Générale 1,15% e o Dexia 3,66%. O BNP Paribas foi a exceção e perdeu 1,03%.

    O índice IBEX-35, na Bolsa de Madri, encerrou em queda de 1,61%, para 11.002,30 pontos. As ações do banco Banesto subiram 0,10%, o Banco Sabadell avançou 0,18%, enquanto as do Santander perderam 0,46%. A Iberdrola Renovables teve o maior ganho da sessão, subindo 3,15%. A Repsol caiu 5,52%. 

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