29/09 - 15:13 , atualizada às 18:58 29/09 - Redação com agências
SÃO PAULO - O plano de US$ 700 bilhões proposto pelo governo Bush para resgatar o sistema financeiro americano da crise foi rejeitado na votação pelos deputados. O placar foi de 205 votos a favor e 228 contra a iniciativa que previa permissão para o Tesouro comprar títulos podres hoje em poder dos bancos.
Com isso, não há mais negociação e um novo projeto deve ser apresentado. As lideranças republicanas devem se reunir para decidir o que será feito.
A derrota ocorreu apesar dos líderes da Câmara terem mantido a votação aberta além do limite de tempo de 15 minutos, com os defensores do plano incapazes de convencer um número suficiente de deputados de ambos os partidos a mudarem seus votos contrários.
A derrota é um importante revés para a administração Bush, especificamente o Departamento do Tesouro, assim como para os legisladores que trabalharam durante a última semana para viabilizar o pacote, concebido como resultado do colapso do Lehman Brothers Holdings Inc, socorro do governo para a gigante American International Group Inc (AIG) e tomada do controle das agências hipotecária Fannie Mae e Freddie Mac.
A apuração preliminar tinha apontado 226 votos contrários à proposta e 207 favoráveis. Depois disso, os líderes partidários tiveram tempo para convencer outros congressistas a mudar de opinião. Apenas dois mudaram, e passaram do voto favorável para o contrário.
A maior parte dos votos contra o pacote partiu do Partido Republicano, o mesmo do presidente George W. Bush, que está em final de mandato.
Declaração de Bush
O presidente George W. Bush está muito decepcionado com a derrota do plano de resgate financeiro sofrida na votação desta segunda-feira na câmara de deputados e pediu a seus assessores que avaliem os próximos passos a serem dados, informou a Casa Branca.
O presidente norte-americano também afirmou que vai atacar "frontalmente" a crise com ajuda de seus conselheiros econômicos.
"Obviamente estamos muito desapontados com o resultado desta tarde", afirmou Tony Fratto à imprensa depois que o projeto foi rejeitado.
(Com informações do Valor Online, Agência Estado e AFP)
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