17/08 - 15:45 - EFE

Caracas, Venezuela - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou neste domingo que neste segunda "à meia-noite vence o prazo para a nacionalização das fábricas de cimento" mexicana Cemex, francesa Lafarge e suíça Holcim, por isso seu Governo começará a tomar o controle dessas empresas.
"Amanhã, à meia-noite (1h, Brasília) vence o prazo para a nacionalização (...) vamos proceder e nacionalizar as indústrias de cimento", declarou Chávez em seu programa dominical de rádio e televisão "Alô Presidente", sem mais detalhes.
O governante venezuelano não especificou o estado das negociações para a nacionalização das fábricas de cimento nem o preço que sua administração está disposto a pagar por elas.
A decisão do Governo de assumir o controle da produção de cimento foi anunciada por Chávez em 3 de abril, quando afirmou que pagaria "até o último centavo" pelas ações que passariam para controle público.
Segundo o decreto que regula a nacionalização, publicado em 19 de junho, os acionistas de empresas produtoras de cimento têm um prazo de 60 dias - que vence amanhã à meia-noite - para firmar os termos de "sua possível participação acionária nas novas empresas do Estado".
O decreto presidencial acrescentou que as indústrias de cimento têm como prazo até 31 de dezembro para transferir pelo menos 60% de suas ações ao Estado venezuelano.
O grupo mexicano Cemex é o maior fabricante de cimento e concreto da Venezuela, onde possui três fábricas com uma capacidade de produção de 4,6 milhões de toneladas de cimento ao ano, e gera empregos diretos e indiretos para cerca de 3 mil pessoas, segundo dados da empresa.
Dos pouco mais de dez milhões de toneladas de cimento produzidas na Venezuela no ano passado, a Cemex forneceu aproximadamente a metade, enquanto que Lafarge e Holcim colocam no mercado os 50% restantes, segundo dados empresariais.
Chávez defendeu neste domingo que decidiu nacionalizar as indústrias produtoras de cimento "para impulsionar o plano de construção de casas no país".
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