11/07 - 13:44, atualizada às 19:05 11/07 - Redação com agências
RIO DE JANEIRO - Depois de mais de seis horas de buscas, a Polícia Federal (PF) deixou o prédio onde está a sede da MMX, empresa de mineração do empresário Eike Batista, na Praia do Flamengo, zona Sul do Rio de Janeiro, levando documentos e discos rígidos de computador. Os arquivos serão enviados para a Polícia Federal do Amapá, onde serão analisados.
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| Eike Batista é alvo de operação da PF |
A Operação Toque de Midas investiga possíveis irregularidades na concessão da estrada de ferro do Amapá, que hoje pertence à MMX Logística do Amapá. Setenta por cento do capital social da MMX Amapá está nas mãos da MMX Mineração e Metálicos, que, por sua vez, é controlada por Eike.
Segundo a PF, há indícios de direcionamento para que as empresas do grupo de Eike vencessem a licitação, com o ajuste prévio de cláusulas favoráveis às empresas deste grupo. A manobra das exigências para a habilitação dos participantes teria afastado outros concorrentes do processo.
A concessão foi inicialmente arrematada pela Acará Empreendimentos, que a repassou para a MMX. A estrada de ferro liga os municípios de Serra do Navio e Santana, no Amapá, e transporta minério do interior do estado para o Porto de Santana às margens do Rio Amazonas.
Além da possibilidade de fraude na licitação, a operação da PF investiga possível desvio de ouro lavrado nas minas do interior do Estado. Esse metal pode não estar sendo totalmente declarado à Receita Federal.
| AE |
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| Policiais realizam busca em empresa de Eike Batista no Rio de Janeiro |
Ao todo são 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal do Amapá. No Rio de Janeiro, os policiais fizeram buscas na casa de Eike, no Jardim Botânico, na sede da MMX, na Praia do Flamengo, e na casa de Flávio Godinho (vice-presidente da MMX). O empresário está em uma viagem ao exterior com um dos filhos.
Além disso, cinco mandados foram realizados em Macapá (AP), nas residências de Braz Martial Josaphat (AFRF e lobista), Ruben Bemerguy (ex-procurador geral do Estado), Guaracy Campos Farias (membro da comissão especial de licitação da estrada de ferro), na empresa Conterra Ltda (prestadora de serviços à MMX) e na Secretaria de Planejamento e Orçamento do Estado do Amapá; um em Santana (AP), nas instalações da MMX Amapá Ltda; dois em Pedra Branca do Amapari(AP), na mina do projeto ferro da MMX e na Mineração Pedra Branca do Amapari Ltda; um em Belém (PA), na residência de Jose Carlos Frederico (empregado da MPBA e da MMX).
O empresário Eike Batista é fundador e presidente da EBX, uma holding brasileira que atua nos ramos de mineração, logística, energia, petróleo e gás. O Grupo EBX abarca empresas como a mineradora MMX e a OGX, cujo ramo de atuação é a exploração e produção de petróleo e gás natural.
O nome da operação - "Toque de Midas" - é uma referência à lenda do Rei Midas, da Grécia, do qual se dizia que todas as coisas em que ele punha a mão se transformavam em ouro.
(*com informações das agências Estado e Valor)
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