11/07 - 14:59 - Reuters
RIO DE JANEIRO - O sindicato dos petroleiros anunciou nesta sexta-feira que iniciará uma greve na próxima segunda-feira, com parada de produção, mesmo que a Petrobras apresente antes à categoria uma proposta para atender as reivindicações feitas pelos trabalhadores. A greve ocorrerá nas plataformas da bacia de Campos, que responde por 80% da produção de petróleo do Brasil.
'Foi tomada a decisão de só negociar com a greve acontecendo', disse José Genivaldo Silva, diretor da Federação Única dos Petroleiros.
Uma autoridade do sindicato local da bacia de Campos confirmou a informação, afirmando que a greve começará na segunda-feira em todas as 42 plataformas da região.
'A Petrobras pode fazer uma outra oferta antes disso, mas vamos manter a greve. As plataformas só vão operar para manter a segurança', disse uma autoridade do sindicato, que deu apenas seu primeiro nome, Genilson.
O objetivo do protesto, que deve durar cinco dias, é forçar a Petrobras a considerar o dia de saída dos empregados da plataforma como um dia trabalhado.
Essa reivindicação dos petroleiros é antiga, segundo informou o sindicato.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a empresa está preparando um plano de contingência e que permanece aberta a negociações.
'Estamos negociando, estamos abertos, e somos da natureza de evitar a greve para que não afete a produção', disse Gabrielli a jornalistas em São Paulo na sexta-feira. 'A produção vai continuar. Vamos, se necessário, implementar um plano de contingência para manter a quantidade mínima de funcionários para continuar produzindo'.
A greve dos trabalhadores da Petrobras, anunciada na quinta-feira, está sendo vista pelo mercado com um dos motivos da alta dos preços internacionais da commotity.
'A Petrobras nos diz todo dia que está aberta a negociações, eles nos recebem bem e tudo, mas aí dizem que já fizeram sua oferta final', disse Silva.
Separadamente, o sindicato realizará uma reunião na terça-feira para discutir a possibilidade de uma greve nacional de cinco dias em todas as instalações da Petrobras, incluindo refinarias e terminais, para exigir uma maior participação nos lucros da empresa.
Uma greve nacional de cinco dias de trabalhadores da Petrobras em 2001 reduziu seriamente a produção e forçou o Brasil a importar petróleo.
(Reportagem de Andrei Khalip e Reese Ewing)
Leia mais sobre Petrobras

Publicidade
Gabrielli afirma que o preço do petróleo vai continuar subindo