04/07 - 14:37 - Agência Estado
O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou hoje que o crescimento econômico do Brasil em 2009 deverá ser de 4,5%, refletindo os choques externos na economia mundial e as medidas adotadas pelo governo para combater a inflação. Até ontem, tanto Barbosa quanto os demais integrantes do Ministério da Fazenda falavam de crescimento de 4,5% a 5% para 2009, sendo o limite superior a projeção oficial do governo.
Barbosa, que assumirá a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, em substituição a Bernard Appy, disse que o novo número foi feito com base nos dados disponíveis até hoje, mas destacou que até o envio da lei orçamentária este dado será revisado. Até lá, segundo ele, novas análises serão feitas e o governo irá debater internamente o assunto para anunciar uma nova projeção oficial.
Apesar de o mercado financeiro trabalhar com projeção de 4% para o crescimento da economia em 2009, segundo a última pesquisa Focus, divulgada esta semana, Barbosa não considera que os seus 4,5% sejam fruto de excesso de otimismo. Segundo ele, o forte crescimento dos investimentos e da produtividade vão sustentar essa expansão. "Não é excesso de otimismo, é realista. Mas o importante é a mensagem: o crescimento vai continuar sustentável nesta faixa. Vamos controlar a inflação sem sacrificar o crescimento", afirmou Barbosa.
"O Produto Interno Bruto (PIB) deve ter alguma moderação, mas nada que comprometa o ciclo de crescimento", acrescentou. Porém, ele ressaltou que há uma elevada volatilidade em previsões de PIB. Segundo ele, o forte ritmo dos investimentos garante que neste período de turbulência externa o "barco balance mas não saía do rumo".
Barbosa participou de debate promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás e pela Universidade Federal de Goiás. Em sua apresentação, Barbosa voltou a dizer que o governo tomou as medidas necessárias para fazer a inflação convergir para ao centro da meta, de 4,5% para 2008. Ele ressaltou que o principal fator da aceleração recente da inflação são os choques externos e que o esforço do governo é para evitar os efeitos de segunda ordem, ou seja, que ela se espalhe pela economia.
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