01/07 - 07:40 - Agência Estado
Irritado com a associação da crise mundial de alimentos à produção de biocombustível, uma das vitrines do seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou ontem um outro vilão para o problema e disse que pretende colocá-lo em debate no encontro do G8 (grupo dos oito países mais ricos do mundo e a Rússia), no Japão, na próxima semana. "Estou viajando agora para o G8 e vou com um único objetivo: tentar estabelecer uma discussão séria sobre o que está acontecendo no mundo na área de alimentos", afirmou.
"E tem algumas coisas que alguns não querem discutir, como quanto o preço do petróleo tem de incidência no custo do alimento", provocou.
O presidente voltou a criticar países, entre eles os Estados Unidos, que apontaram a expansão da produção de etanol e biodiesel como um dos motivos da crise mundial de alimentos. "O mundo passa por uma pequena crise de alimentos. Alguns mais precipitados logo tentam jogar a culpa em cima da nossa pequena produção de biocombustível, seja do etanol ou do biodiesel."
Lula reiterou também que a escassez de alimentos não deve ser encarada como um problema para o Brasil, mas uma oportunidade de crescimento econômico. "Nós não temos preocupação. Pelo contrário: é uma grande oportunidade para o País. Este País tem terra, tem água, gente que sabe trabalhar e essa combinação perfeita entre o desenvolvimento industrial brasileiro, da construção civil e da agricultura é que vai transformar o Brasil, finalmente, numa pátria economicamente forte e socialmente justa." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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