30/06 - 07:47, atualizada às 09:33 30/06 - Redação com agências
NOVA YORK - O barril de petróleo foi negociado, nesta segunda-feira, pela primeira vez acima de US$ 143 em Londres e Nova York, em conseqüência de uma nova desvalorização do dólar.
O barril do West Texas Intermediate (WTI) registrou cotação recorde de US$ 143,67 em Nova York e o barril de Brent do mar do Norte de US$ 143,53 em Londres.
Na última sexta-feira, o preço no fechamento foi de US$ 140,21 o barril, em novo nível recorde. Muitos prevêem que chegará aos US$ 180 o barril no fim do verão do Hemisfério Norte.
Contra especulação
Para muitos legisladores, só oferta e demanda não explicam esses preços históricos. Na semana passada, o senador americano Joe Lieberman propôs uma série de medidas para acabar com a especulação no mercado de petróleo.
Lieberman, assim como um número crescente de especialistas, acha que o aumento da demanda da China e da Índia, a queda do dólar, a falta de investimento e redução na produção não são os únicos culpados pelos preços recordes do petróleo. Especulação no mercado futuro está por trás de grande parte da alta dos preços. Segundo analistas, se os especuladores fossem banidos do mercado, o barril do petróleo poderia cair para até US$ 60.
Lieberman propõe banir os fundos de pensão e de proteção (hedge) do mercado de petróleo. Esses fundos, que investiam pouco mais de US$ 15 bilhões em matérias-primas (commodities) até o ano 2000, hoje ultrapassam os US$ 250 bilhões.
(*com informações da AFP e Agência Estado)
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