25/06 - 12:46, atualizada às 13:31 25/06 - Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias
BRASÍLIA - A Justiça de Mônaco rejeitou recurso do ex-banqueiro Salvatore Cacciola contra a decisão tomada pelo Tribunal de Apelações do principado em abril, favorável à extradição do banqueiro. Segundo o Ministério da Justiça, esta foi a última possibilidade de impedir, na Justiça, a repatriação do brasileiro. O processo segue agora para sanção do chefe de Estado local, o príncipe Albert II.
“É mais um duro golpe contra a impunidade e um sinal de que a Justiça está ao alcance de todos, a partir de um trabalho sério e eficiente do governo e do Estado brasileiro, que vem sendo realizado no âmbito de cooperação jurídica com as demais nações, de forma multilateral”, declarou o secretário Nacional da Justiça, Romeu Tuma Júnior.O ex-banqueiro foi preso em setembro de 2007, em Mônaco, pela Interpol. Entre os argumentos que sustentam a extradição está o pedido de prisão preventiva decretada pelo Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, quando Cacciola, valendo-se de sua dupla cidadania, viajou para a Itália, logo depois de ter sido condenado por desvio de dinheiro público e gestão fraudulenta. O prejuízo aos cofres públicos foi de aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
A defesa de Cacciola já recorreu à Corte de Direitos Humanos da Europa para que a decisão de extradição seja revista. Porém, o governo brasileiro acredita que a sanção de Albert II ocorra em julho. Somente a partir daí poderá haver uma previsão para a data da extradição do ex-banqueiro.
Condenações
Cacciola foi condenado em 2005 por crime de peculato (uso do cargo pra apropriação de dinheiro) e gestão fraudulenta do banco Marka. A ajuda dada pelo Banco Central a Cacciola causou prejuízos de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, segundo conclusões de uma CPI sobre o caso.
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