19/06 - 17:13 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias
O ministro da fazenda Guido Mantega anunciou na tarde desta quinta-feira a intenção do governo em "aumentar consideravelmente" a produção agrícola brasileira. Para tal, a União deverá ampliar os recursos para o programa Safra, que será lançado em julho pelo ministério da agricultura.
De acordo com Mantega, a idéia é aproveitar a alta internacional no preço das commodities, obter maiores lucros com exportações e, ao mesmo tempo, frear a inflação no mercado interno por meio da ampliação da oferta.
"Vamos aproveitar a situação internacional [de alta dos preços] para produzir muito mais alimentos, queremos aumentar consideravelmente a safra", disse. O ministro comentou que um dos fatores que permitiu ao Brasil manter a estabilidade frente à crise internacional foi justamente sua produção de commodities, e a ampliação da safra será mais uma "das medidas de estimulo a oferta para o combate a inflação". Questionado sobre números, o ministro disse que não pode esvaziar a notícia que será dada em julho, e que cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazer tal divulgação. O anúncio do ministro se deu devido a especulações que aconteceram após uma reunião na manhã desta quinta. Nela estiveram reunidos o presidente Lula, Mantega e os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, do planejamento, Paulo Bernardo e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Parte do mercado cogitou a edição de um novo pacote com medidas de combate à inflação. Para evitar o crescimento dos rumores, Mantega declarou aos jornalistas que nenhum pacote está em curso. Ele destacou que o superávit primário não será novamente majorado e deve permanecer em 4,3%. Disse também que a previsão do governo é de encerrar o ano dentro da meta da inflação. Por fim, o ministro garantiu que, apesar dos esforços, não serão cortados recursos dos programas prioritários do governo, como as obras do PAC e demais investimentos."A economia brasileira continua saudável, a inflação é passageira e vem principalmente de fora. Vamos impedir a contaminação e continuar com investimentos acima dos 15% [do PIB]", concluiu.
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