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Bovespa abre em alta e ensaia recuperação; dólar vira e cai

19/06 - 10:21, atualizada às 10:22 19/06 - Redação com Agência Estado

SÃO PAULO - O índice Bovespa abriu o pregão de hoje em alta e avançava 0,19% a 67.220 pontos, às 10h09. A Bolsa brasileira ensaia uma recuperação, acompanhando de perto a cena externa. No entanto, operadores avaliam que o movimento não é consistente e o mau humor verificado na véspera pode voltar.

 

O que deve ditar o rumo dos negócios, mais uma vez, continua sendo o exterior. Segundo analistas, se não houver notícias relevantes no campo externo, os preços das matérias-primas (commodities) e do petróleo devem continuar direcionando o comportamento das bolsas. "Como a Bolsa já apanhou bastante, hoje pode haver uma recuperação, mas nada consistente, o mercado segue muito incerto", diz um analista.

Ontem o Ibovespa chegou a operar abaixo dos 67 mil pontos durante a sessão e fechou o dia com queda de 1,97%, aos 67.090 pontos. O mercado externo ainda está cauteloso em relação à saúde do sistema financeiro global e isso tem reflexos no quadro doméstico. A aversão ao risco cresceu ontem com uma coleção de notícias negativas, a principal delas relacionada a um relatório do banco escocês Royal Bank of Scotland (RBS) prevendo um "crash" no mercado global de ações e crédito nos próximos três meses. Também pesaram sobre os negócios a alta do petróleo, as novas baixas contábeis nos Estados Unidos e a expectativa em torno da reunião do Federal Reserve, o banco central americano, na próxima semana.

O mercado financeiro vai acompanhar hoje a reunião do presidente Lula para discutir a inflação, da qual participarão o ministro Guido Mantega (Fazenda), os economistas Luiz Gonzaga Belluzzo e Delfim Netto, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e integrantes da equipe econômica, a partir das 10h. O governo está preocupado com o fato de as pressões inflacionárias estarem se espalhando e com o possível estouro do teto da meta este ano. "Esta reunião deve pesar mais em câmbio e juros, mas o mercado de ações vai ficar atento também", diz um operador.

Deve render debate nas mesas de operações a notícia de que a Petrobras e Agência Nacional do Petróleo (ANP) discutem na Justiça a prorrogação da concessão de um bloco exploratório onde a Petrobras encontrou reservatório de petróleo, na Bacia de Campos (RJ). A estatal tenta recuperar os direitos sobre o bloco BC-400, concedido antes do fim do monopólio, onde comunicou descoberta nove dias após o fim do prazo de exploração, em 15 de agosto de 2006. "Caso a estatal não consiga recuperar os direitos os papéis da empresas tendem a reagir negativamente", prevê um operador. Às 10h10, as ações preferenciais (PN) da Petrobras cediam 0,40% a R$ 45,22. Os papéis ON caíam 0,18% a R$ 55,20.

Dólar

O dólar inverteu o sinal e era negociado em baixa de 0,19% a R$ 1,604, por volta das 10h. O primeiro negócio do dia foi fechado a R$ 1,608, leve alta de 0,06%. Ontem o dólar comercial fechou a R$ 1,607, recuo de 0,12%, acumulando baixa de 1,29% em junho e queda de 9,46% no ano - em 28 de dezembro de 2007, o dólar foi cotado a R$ 1,775.

Negociado hoje na casa de R$ 1,60, o dólar encontra-se no preço mais baixo dos últimos nove anos, desde janeiro de 1999.

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