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Banco Mundial prevê crescimento menor para economia global neste ano, de 2,7%

10/06 - 16:39 - Valor Online

SÃO PAULO - O Banco Mundial prevê que a economia global deve crescer a uma taxa de 2,7% este ano, mostrando uma desaceleração em relação ao índice de expansão de 3,7% verificado em 2007. Para 2009, espera-se uma recuperação modesta, com avanço de 3% na atividade econômica mundial.

 

Os países em desenvolvimento devem manter uma taxa sólida de crescimento este ano, de 6,5%, menor, contudo, do que os 7,8% de 2007. O Banco Mundial projeta uma expansão parecida para 2009, de 6,4%.

Em relatório divulgado nesta terça-feira, a instituição avalia que o ambiente econômico global está cada vez mais desafiador ante o aumento dos preços do petróleo e dos alimentos, que acabam contribuindo para maiores pressões inflacionárias e, conseqüentemente, afetando a população mais vulnerável.

O forte crescimento no mundo em desenvolvimento está certamente ajudando a compensar a desaceleração aguda nos Estados Unidos, avaliou Uri Dadush, diretor do Departamento de Comércio Internacional do Banco Mundial. Ao mesmo tempo, a elevação das pressões inflacionárias em nível internacional - especialmente os preços mais altos dos alimentos e da energia - estão prejudicando grandes segmentos de pessoas pobres no mundo, acrescentou.

O banco avaliou ainda que o fluxo de capital privado para mercados emergentes, que atingiu US$ 1 trilhão em 2007, deve cair para ao redor de US$ 800 bilhões em 2009. Ainda assim, será a segunda maior marca histórica.

No documento, a entidade alerta ainda que os países com grandes necessidades de financiamento externo são potencialmente os mais expostos aos problemas no crédito. Em 2007 e 2008, vários países na Europa e Ásia Central e um poucos na América Latina, Caribe e África subsaariana estavam sob risco, revela o Banco Mundial.

O organismo complementou que, enquanto alguns países de baixa renda tiveram acesso recente ao mercado internacional de títulos, o grosso do fluxo de capital privado para países em desenvolvimento vai para apenas as grandes economias, entre elas os chamados BRICs - Brasil, Rússia, Índia e China.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

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