06/06 - 07:39, atualizada às 08:45 06/06 - Agência Estado
O Brasil pode ter crescimento maior e mais estável do que no passado. A avaliação é da diretora para classificação soberana da América Latina da agência de classificação de risco Fitch, Shelly Shetty.
Uma das razões por trás da elevação da nota de risco de crédito (rating) soberano do Brasil para o grau de investimento, concedido pela agência no dia 29 de maio, é a confiança da agência na trajetória de crescimento do País, disse a executiva a uma platéia de investidores, em Nova York.
De acordo com a analista, a taxa de crescimento em cinco anos, incluindo 2008, ficará em 4,5%, e o crescimento potencial da economia brasileira entre 4% e 4,5%. Portanto, os 5,4% em 2007 estão acima do potencial do País, afirmou Shelly durante o evento realizado pela Câmara de Comercio Brasil-EUA. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ficará abaixo da média de crescimento de 5,5% de países de classificação BBB-, acrescentou Shelly. A carga de endividamento publico, em cerca de 67% do PIB, também é muito superior à média de endividamento (30% do PIB) de outros países de rating semelhante, observou.
Porém, a analista cita outros casos em que o nível de endividamento também não limitou a subida na escala de ratings, como Índia, Hungria e Marrocos. A diretora acredita que o Brasil "pode sustentar uma carga maior de endividamento". E diz que uma razão pela qual o endividamento não declinou foi a acumulação de reservas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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