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Lula decide participar da reunião do G-8

01/06 - 17:20, atualizada às 18:00 01/06 - Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu participar novamente este ano do encontro do G-8 - o grupo dos sete Países mais industrializados do mundo mais a Rússia - que acontece no Japão, em julho, mesmo sem ter sido atendida a reivindicação de uma participação mais efetiva durante a reunião. No encontro deste ano, os cinco Países emergentes convidados - além do Brasil, a China, Índia, México e África do Sul - terão um café da manhã com os presidentes do G-8 pela manhã e um almoço, antes da apresentação final dos documentos apresentados pelos dois grupos, individualmente.

 

A decisão, segundo o próprio presidente, foi tomada na última quinta-feira. Lula havia chegado a dizer que o Brasil não iria mais chegar apenas para a "sobremesa", como costumava ser nos anos anteriores, em que o grupo chamado de G-5 aparecia apenas no último dia para uma reunião pró-forma, quando o documento do G-8 já estava discutido, pronto e acabado.

A reivindicação do grupo era uma participação mais efetiva nas discussões nos dias anteriores e Lula queria que o G-5 se reunisse antes, discutisse antes os temas, para depois o G-8 levar em conta as propostas do grupo. A alteração feita pelo G-8 e a apresentação de um documento em separado passou a ser mais palatável ao governo brasileiro. "Nós do G-5 vamos levar o nosso documento. Vamos produzir um documento porque esse encontro vai discutir questão climática e eu quero discutir etanol, biodiesel, as nossas coisas", disse o presidente.

"Eu queria que eles discutissem a questão do subprime e o preço do petróleo, eles não querem. Eu vou teimar nisso. Daqui a pouco vão me ver como aquele chato que vem sempre com mesmo assunto. Mas eu vou provocar. Vou fazer todas as discussões necessárias. É o momento do Brasil. Se a gente ficar quieto e não fizer o debate, eles farão sem nós", afirmou Lula.

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