28/05 - 09:20, atualizada às 17:00 28/05 - Redação com agências
SÃO PAULO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) contrariou as expectativas do mercado e desacelerou ligeiramente em maio. O indicador subiu 0,56% neste mês, seguindo a alta de 0,59% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
A mediana e a média de prognósticos de 17 analistas consultados pela Reuters apontavam uma taxa de 0,60%. As estimativas oscilaram de 0,60% a 0,63%.
No ano, o IPCA-15 acumula elevação de 2,75% e nos últimos 12 meses, de 5,25%.
Alimentos
Os produtos alimentícios mantiveram pressão sobre o indicador ao subirem 1,26% neste mês, alta essa próxima daquela apurada em abril, de 1,28%. Os alimentos foram responsáveis pela metade do IPCA-15 do mês: 0,28 ponto porcentual.
Vários alimentos ficaram mais caros, com destaque para o arroz, cujos preços subiram 11,94%, pão francês, com alta de 5,84%, e o leite pasteurizado, com 3,48%, disse o organismo em nota distribuída nesta manhã.
Remédios
A alta de 1,73% no preço dos remédios foi destaque da movimentação dos preços dos produtos não-alimentícios, no âmbito do IPCA-15 de maio. O IBGE informou que os remédios ficaram mais caros como reflexo do reajuste autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos para determinados produtos, desde o último dia 09 de abril.
Ainda segundo o IBGE, ocorreram outras elevações de preços expressivas no segmento de produtos não-alimentícios, no IPCA-15 de maio. É o caso das tarifas de serviços bancários , cujos preços subiram 5,28%; e de aumentos nos preços de artigos de limpeza e de salários dos empregados domésticos, com altas de 1,67% e 1,20%, respectivamente.
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