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Dívida elevada impede o Brasil de crescer mais, diz S&P

26/05 - 08:39, atualizada às 09:06 26/05 - Agência Estado

O Brasil terá dificuldades para elevar os atuais níveis de crescimento econômico se não conseguir aprovar reformas importantes, como a tributária e previdenciária. Para a diretora da Standard & Poor’s (S&P), Lisa Schineller - a mulher que ajudou a promover o País ao grau de investimento -, daqui para a frente o maior desafio do governo é melhorar a política fiscal, atrair mais investimento e expandir a atividade econômica.

“Nossa avaliação é que nas condições atuais o nível de crescimento sustentável do País ficará entre 4% e 4,5%”, disse. “O Brasil ainda não tem habilidade de crescer 5,4% por ano.” Ela reconhece que a parte fiscal é um dos pontos mais fracos do rating do Brasil. “A relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto) de 47% é muito alta. É quase o dobro da média da categoria BBB, que é de 20% do PIB.” A política do governo, para resolver esse problema, completa Lisa, é manter uma queda da dívida mais lenta. “Uma redução mais profunda teria um impacto mais favorável no ritmo de crescimento e facilitaria um nível maior de investimento. As reformas podem ajudar o País a ter uma economia mais forte.”

Apesar da elevada dívida, Lisa esclarece que a S&P concedeu o grau de investimento pela combinação de uma série de outros indicadores, como a “impressionante” melhora da vulnerabilidade externa, compromisso de uma política pragmática fiscal e monetária e nível de crescimento mais sustentável. Além disso, há maior segurança para o investidor de que o governo tem capacidade de honrar compromissos, avalia Lisa, que acompanha o rating do Brasil há nove anos. “Em quase uma década de política consistente na parte macro, as mudanças foram surpreendentes, com inflação baixa e melhora nas contas fiscais e externas.” Tudo isso foi levando em conta no momento de inserir o Brasil no clube de países considerados mais seguros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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