25/05 - 09:43 - Redação
BRASÍLIA - O aumento dos gastos com o pagamento do seguro-desemprego, em ritmo bem acima do previsto, já faz com que o governo estude medidas para limitar o benefício. As informações são da edição deste domingo do jornal "Folha de S. Paulo".
Segundo a reportagem, o governo decidiu recalcular as despesas previstas para este ano com o seguro-desemprego, de R$ 13,8 bilhões para R$ 15 bilhões. Com a nova estimativa, o benefício passa a ser o segundo programa social mais dispendioso para a União - perde apenas para a Previdência Social.
No ano passado, estimava-se que o programa atenderia 5,9 milhões de trabalhadores, mas o número registrado foi de 6,4 milhões. Para este ano, a projeção era de 6,1 milhões, mas já foi elevada para 6,6 milhões.
O gasto maior com o seguro-desemprego, que existe há 22 anos, é creditado à formalização do mercado. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o número de empregos formais aumentou de 22,3 milhões, em 2002, para 29,1 milhões, no final do ano passado.
O seguro-desemprego atende a trabalhadores demitidos sem justa causa.
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