Genebra, 22 mai (EFE).- O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas celebra hoje uma reunião extraordinária para tratar a crise mundial de alimentos.
A sessão foi proposta por Cuba, em nome do grupo do Movimento dos Não-Alinhados, e contou com o apoio de 41 dos 47 membros do Conselho.
A sessão de hoje será a sétima extraordinária do Conselho de Direitos Humanos desde que ele foi criado, há dois anos.
Na declaração-minuta preparada por Cuba e que será votada hoje, se afirma que com a atual crise "o direito à alimentação corre o risco de ser violado em grande escala".
O texto assinala vários fatores como responsáveis pela crise: especulação financeira, mudança climática, desastres naturais e a falta de tecnologia nos países em desenvolvimento, entre outros.
"Um sexto da população mundial, especialmente nos países menos desenvolvidos, sofre de fome e de desnutrição e insegurança alimentícia, e estamos particularmente preocupados com os efeitos nos países importadores", reza o texto.
Por isso, a declaração destaca "que a comunidade internacional deveria outorgar a assistência necessária às populações que necessitam de ajuda de uma forma efetiva e coordenada".
O texto lamenta que a atual crise ameace a realização dos Objetivos do Milênio, especialmente o que pretende reduzir pela metade o número de pobres no mundo.
Segundo as Nações Unidas, existem 854 milhões de pessoas no mundo que sofrem desnutrição, e 100 milhões passarão fome por causa da atual crise. EFE mh/mh