Londres, 20 mai (EFE).- O petróleo Brent, referencial na Europa, bateu hoje um novo recorde na Bolsa Intercontinental de Futuros de Londres, ao ultrapassar pela primeira vez a barreira dos US$ 127 por barril.
O Brent chegou a ser cotado a US$ 127,49, devido aos temores do mercado de que a oferta do produto não fosse suficiente para satisfazer a demanda, em uma alta de US$ 2,43 em comparação com o preço do fechamento do pregão anterior, quando o barril foi cotado a US$ 125,06.
O barril do Brent atingiu este índice histórico às 10h20 (de Brasília), para em seguida diminuir timidamente, e se situar, às 11h05 (de Brasília), por volta dos US$ 127,25.
O último recorde histórico do petróleo do Mar do Norte tinha sido registrado no dia 16 de maio, quando chegou a ser vendido a US$ 126,34.
Já o Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), referencial nos Estados Unidos, também foi negociado hoje no mercado de Nova York a preços históricos, acima da barreira psicológica dos US$ 129.
Esta alta da commodity se deve aos temores dos investidores de que a oferta de petróleo não seja suficiente para satisfazer a demanda, principalmente a da China que, após o terremoto e em plena contagem regressiva para os Jogos Olímpicos, aumentou suas necessidades energéticas.
Além disso, o banco de investimento Goldman Sachs previu que o preço do petróleo WTI ficará situado em torno de US$ 141 por barril no segundo semestre deste ano, o que não contribuiu para acalmar a tendência dos mercados.
A visita ao Oriente Médio do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, também não serviu para tranqüilizar o mercado, já que ele não conseguiu fazer com que a Arábia Saudita aumentasse sua produção de petróleo para diminuir a incessante alta dos preços.
O ministro do Petróleo saudita, Ali bin Ibrahim al-Naimi, afirmou que se mais clientes pedirem provisões adicionais, o reino atenderá imediatamente, mas que caso contrário o aumento da produção não se justifica. EFE vmg/ev/gs