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Dólar fecha estável a R$ 1,650; Bovespa opera em queda após recordes

20/05 - 16:11, atualizada às 16:40 20/05 - Redação com agências

SÃO PAULO - Em linha com o dia negativo nas bolsas de valores aqui e no exterior, a moeda norte-americana ensaiou um pregão de alta ante o real, mas as compras não se sustentaram e a divisa fechou o dia estável.

 

Dados preliminares apontam que o dólar comercial fechou negociado a R$ 1,648 na compra e R$ 1,650 na venda, sem alteração sobre o fechamento de ontem. Na segunda-feira, a moeda teve alta de 0,48%, para R$ 1,650.

Também influenciada pelo mau humor das Bolsas de NY, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda interrompendo a seqüência de altas dos últimos três pregões.

A maioria das ações do Ibovespa registrava queda. Entre as poucas altas, Rossi Residencial ON subia e ensaiava uma recuperação, após ter perdido quase 20% de seu valor nas duas últimas sessões.

Às 15h45, o Ibovespa caía 0,83%, aos 72.827 pontos. Na mínima até este horário, o Ibovespa cedeu 1,66%. Ontem, o índice encerrou em nível recorde de 73.438 pontos, em dia de vencimento de opções de ações e em meio à continuidade dos rumores sobre a proximidade de o País obter o grau de investimento por uma segunda agência de classificação de risco (a Fitch). No pregão de hoje, o volume de negócios foi de R$ 2,09 bilhões até o meio-dia, com previsão de terminar o pregão com movimento de R$ 7 bilhões.

Em Nova York, os índices Dow Jones e Nasdaq recuavam 1,79% e 1,20%, respectivamente, às 15h45, com o novo recorde de alta do petróleo e o balanço trimestral desfavorável de duas grandes redes de varejo contaminando o sentimento dos investidores. No meio da manhã, o Departamento do Trabalho norte-americano informou que o índice de preços ao produtor, excluindo energia e alimentos, avançou 0,4% em abril, superando a estimativa de alta de 0,2% dos economistas.

No Brasil, a prévia de inflação de maio pelo IPC-Fipe foi pior do que a esperada. Ficou em 0,89% na cidade de São Paulo, acima do teto das previsões dos analistas (0,81%). Já o IGP-M acelerou de 0,37% na segunda prévia de abril para 1,54% na segunda prévia deste mês.

Petróleo

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o barril do petróleo no pregão regular subia 1,65%, para US$ 129,15, depois de estabelecer recorde histórico de US$ 129,58 na sessão eletrônica. As ações da Petrobras mostravam volatilidade e trocaram de direção algumas vezes desde o começo da sessão na Bovespa. Às 12h07, as preferenciais (PN) tinham ganho de 0,38%, enquanto as ordinárias (ON) subiam 0,52%. Os papéis PN da estatal fecharam a segunda-feira a R$ 50, com valorização de 3,8% no dia.

Já as ações PNA da Vale, também com importante peso no Ibovespa, tinham baixa de 2,20%, enquanto as ON cediam 1,66%, acompanhando a queda nos preços dos metais no mercado internacional.

Entre as poucas altas da carteira teórica, Rossi Residencial ON avançava 1,22%. As ações da empresa do setor imobiliário perderam 19,44% de seu valor nos dois últimos pregões, depois que o resultado da companhia no primeiro trimestre decepcionou investidores.

Outro destaque era Celesc PNB (+1,50%). A Centrais Elétricas de Santa Catarina faz hoje, em Brasília, a defesa de seus números à Agência Nacional de Energia Elétrica referentes ao processo de revisão tarifária, que começou em dezembro de 2007 e terminará em agosto, data de seu reajuste anual.

Na ponta oposta do mercado estavam ações que acumulam forte valorização em 2008, caso da siderúrgica Usiminas, com perda de 2,76% para a PN e de 2,68% para a ON.

TAM PN (-1,91%) e Gol PN (-2,22%) eram derrubadas pelo petróleo.

No setor elétrico, Cemig PN (+0,66%) operava em terreno positivo, após o consórcio com a empresa mineira ter perdido a disputa pela hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em leilão realizado ontem à tarde. Já Tractebel ON, que está fora do Ibovespa, continuava a ser penalizada por investidores e caía 1,08%. O consórcio liderado pela Suez, controladora da Tractebel, venceu a licitação de Jirau ao oferecer preço pela energia cerca de 21,6% menor que o teto definido pelo governo. Analistas consideraram a proposta do consórcio vencedor muito agressiva e questionaram o retorno sobre o investimento.

*Com informações do Valor Online

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