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Bovespa tem alta e opera acima dos 73 mil pontos; dólar aumenta 0,36%, para R$ 1,648

19/05 - 12:44, atualizada às 14:06 19/05 - Valor Online

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) supera a instabilidade registrada no período da manhã e retoma as operações em território positivo. Por volta das 12h30, o Ibovespa avançava 0,50%, para 73.130 pontos. O giro financeiro estava em R$ 5,49 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre ações.

Em Wall Street, as perdas observadas no começo do dia foram deixadas de lado e os investidores voltaram às compras depois que um indicador sugeriu uma economia em desaquecimento, mas não em recessão. Há pouco, Dow Jones subia 0,58% e o Nasdaq ganhava 0,64%.

Depois de testar mínimas em mais de 9 anos, o dólar tem um pregão de recuperação ante o real. Após cair a R$ 1,639, os compradores apareceram puxando uma alta de 0,36% no preço da moeda norte-americana, que era negociada a R$ 1,648 na venda.

Para o gestor de renda variável da Umuarama Corretora, Rafael Moyses, a Bovespa mantém o tom positivo da última semana na espera do próximo selo grau de investimento. Na quinta e sexta-feira da semana passada, os rumores de que a agência Fitch concederia o selo ao Brasil deram o tom dos negócios, resultando em novos recordes para o Ibovespa.

Apesar de manutenção do bom humor, o gestor avalia que uma realização de lucros se avizinha, pois o índice está testando resistência técnicas grandes. Na baixa, os suportes estariam nos 72.500 pontos e 72 mil pontos; na alta, os 74 mil pontos representam uma resistência importante.

Dentro do índice, Moyses destaca que os principais papéis (Petrobras, Vale e siderúrgicas) seguem firmes, e que notícias corporativas geram volatilidade em algumas empresas.

É caso do setor elétrico, onda a possibilidade de novo leilão de privatização da Cesp puxa as ações da companhia para cima. Há pouco, o papel PNB ganhava 6,03%, para R$ 30,9. O primeiro leilão fracassou por falta de interessados. Na época, a crise de liquidez e a incerteza quanto à renovação de concessões teriam minado o negócio.

Ainda no setor, mas em direção contrária, o papel PNB da Eletropaulo perdia 3,92%, para R$ 37,23. Queda também para o papel PN da Transmissão Paulista, de 2,38%, para R$ 47,15. As empresas podem ter que pagar entre R$ 900 milhões a R$ 1,4 bilhão como resultado de uma ação movida pela Eletrobrás desde 1989.

Garantindo os ganhos, Petrobras PN tinha alta de 1,34%, para R$ 48,78. As siderúrgicas seguem em ascensão, com o papel PNA da Usiminas subindo 1,58%, para R$ 94,68. Siderúrgica Nacional ON valorizava 1,93%, para R$ 84,91 , e Gerdau PN tinha elevação de 2,52%, para R$ 82,06.

Na ponta vendedora, a Rossi Residencial segue amargando os fracos resultados trimestrais. Depois de cair mais de 14% na sexta-feira, o papel ON da construtora recuava 6,29%, para R$ 14,60.

Fora do índice, o ativo ON da construtora JHSF aumentava 4,17%, para R$ 8,49. O papel PN do banco PINE valorizava 3,43%, para R$ 13,55, e a ação ON da Tempo Participações apresentava acréscimo de 3,33%, para R$ 6,51.

(Eduardo Campos | Valor Online)




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