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Bovespa teve novo recorde na quinta-feira; dólar caiu e juros futuros apontaram para baixo

16/05 - 17:27 - Valor Online

SÃO PAULO - Novamente os rumores de que o país receberia o segundo selo grau de investimento deram o tom dos negócios nos mercados brasileiros. O assunto ganhou força no final do dia, tendo maior impacto sobre os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou próxima dos 71.500 pontos.

 

Refletindo os ganhos na Bolsa e a sinalização positiva do cenário externo, o dólar voltou a perder valor ante o real, acentuado a queda no after market. Os juros futuros deixaram de lado as preocupações com o fundo de renda soberana e apontam para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Ganhos também em Wall Street, onde os investidores não deram importância aos indicadores econômicos negativos e foram às compras. O Dow Jones fechou com alta de 0,73%, enquanto o Nasdaq ganhou 1,48%.

Com Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos puxando a fila, o Ibovespa fechou o dia com valorização de 2,09%, aos 71.492 pontos. Além de recorde de fechamento o índice fechou na máxima intradia. A pontuação obtida supera os 70.503 pontos registrados no fechamento de terça-feira, dia 13 de maio, e marca o sétimo recorde de 2008.

No mercado de câmbio o dia foi de perda, mas o dólar ainda encontra resistência no R$ 1,650. No final do pregão, a divisa foi transacionada a R$ 1,654 na compra e R$ 1,656 na venda, baixa de 0,42%. Na semana, a perda acumulada está em 1,78%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda apresentou desvalorização de 0,54%, a R$ 1,654. O volume financeiro foi de US$ 462,75 milhões.

Além do melhor ambiente interno e externo, os juros futuros reagiram ao Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) em linha com o previsto. O indicador subiu 1,52% em maio, contra 0,45% apurado em abril. O resultado é ruim, mas afastou os rumores que ganharam força na tarde de quarta-feira, de que a inflação viria próxima de 2%.

Mais um ponto a favorecer a redução do prêmios foi suspensão da cobrança do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) incidentes sobre trigo, farinha de trigo e pão até dezembro. O Ministério da Fazenda também não descarta a possibilidade de baixar a tributação sobre outros alimentos como forma de atenuar a inflação.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 fechou o dia com baixa de 0,03 ponto percentual, a 13,09%, anuais. Janeiro de 2010, o mais negociado, acabou com perda de 0,08 ponto, 14,34% ao ano. Janeiro 2011 cedeu 0,11 ponto, para 14,29%. E janeiro 2012 recuou 0,11 ponto, para 14,93% ao ano.

Na ponta curta, junho de 2008 teve baixa de 0,02 ponto percentual, apontando 11,56% anuais. Agosto de 2008 e outubro de 2008 fecharam estáveis, apontando 12,11% e 12,53%, respectivamente.

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