O índice Bovespa abriu o pregão de hoje em alta e avançava 0,52% a 70.388 pontos, às 10h14, impulsionado pelos índices futuros de Nova York, que também operam em alta, e pelo bom desempenho das vendas no varejo brasileiro em março.
Pelo lado dos balanços corporativos do primeiro trimestre, que chegam hoje à reta final, também há motivos para a Bolsa sustentar a alta. Mas por causa do vencimento de opções sobre ações na segunda-feira, o mercado de ações pode ter um dia volátil. Operadores já estão muito focados nesse exercício, que tem como carros-chefe Petrobras e Vale.
A opção é um contrato que confere ao portador o direito de compra ou venda de um ativo a um preço predeterminado. O vencimento de opções é a data de validade desses contratos. A partir do dia seguinte, o detentor da opção não pode mais exercê-la. Por isso, no dia de vencimento das opções e nos dias imediatamente anteriores, o movimento da Bolsa pode sofrer distorções, com os investidores atuando de forma tal que os preços das ações se aproximem daqueles valores que mais os favorecem quando a opção for exercida.
Inflação
A inflação continua mostrando fôlego. O Índice Geral de Preços (IGP-10) de maio, anunciado hoje cedo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), subiu 1,52%, após alta de 0,45% em abril. Embora salgado, acima da media projetada pelos analistas, o índice não confirmou os rumores de ontem à tarde de que poderia chegar perto dos 2%. Preocupado com a espiral inflacionário, o governo anunciou ontem à noite a suspensão, até o final do ano, da cobrança do PIS e Cofins sobre o pão francês, trigo e farinha.
Mas a atividade econômica continua fortalecida. As vendas no varejo cresceram 1,8% em março em relação a fevereiro e 11,4% comparativamente a março de 2007.
Outros dados que reforçam o bom momento da economia são os balanços das construtoras. A Cyrela teve lucro líquido de R$ 85,849 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 51% sobre o lucro de R$ 56,858 milhões em igual período do ano passado. No caso da Abyara, o lucro líquido cresceu 156,8%, para R$ 8,366 milhões no primeiro trimestre em relação ao mesmo trimestre de 2007.
Outra empresa bastante beneficiada pela expansão do consumo doméstico é a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), que ontem à noite anunciou aumento de 13,9% no seu lucro líquido no trimestre, para R$ 167,2 milhões. Segundo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da CCR, Arthur Piotto, o que mais contribuiu para esse ganho maior nos três primeiros meses de 2008 foi o crescimento de 7,5% no volume de tráfego nas rodovias administradas pela CCR.
Estão previstos também hoje os resultados de empresas dos mais variados setores, com destaque para o banco estatal paulista Nossa Caixa, companhias elétricas como Eletropaulo e Celesc, construtoras como Rossi e Klabin Segall, a MMX do empresário Eike Batista e a Marcopolo, fabricante de carrocerias de ônibus.