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Petrobras e NY animam abertura em alta do Ibovespa; dólar cai

13/05 - 10:25, atualizada às 10:31 13/05 - Redação com Agência Estado

A esperada alta das ações da Petrobras, reagindo ao balanço melhor que o esperado divulgado ontem à noite pela estatal petrolífera, e a virada para o positivo dos índices futuros de ações em Nova York animaram a abertura do pregão de hoje da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

 

Às 10h10, o Índice Bovespa subia 0,80%, a 70.977 pontos. Na máxima do dia até este horário, o indicador avançou 0,95% a 71.084 pontos. O índice ainda não operou no terreno negativo.

O lucro líquido de R$ 6,925 bilhões registrado pela Petrobras no primeiro trimestre deste ano equivale a um crescimento de 68% em relação ao mesmo período do ano anterior, surpreendendo positivamente os analistas, que esperavam ganho médio de R$ 5,524 bilhões.

Com isso, deve haver um ajuste de posições nas ações da empresa já no início dos negócios, levando-se em conta que ontem as ações de Petrobras terminaram a sessão em leve baixa. Porém, nas negociações eletrônicas de ações após o horário regular (after market), os investidores tentaram recobrar as posições perdidas e os papéis fecharam no limite de alta, com o maior volume negociado.

O aumento no lucro líquido da Petrobras foi atribuído à redução nas despesas operacionais e ao efeito positivo sobre o resultado financeiro decorrente da menor apreciação do real ante o dólar no período, segundo relatório divulgado pela companhia junto ao balanço financeiro.

Por causa do balanço, as cotações internacionais do petróleo devem exercer influência menor nos papéis da estatal hoje. Às 10h11, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da Petrobras operavam em alta de 1,97% e 2,40%, respectivamente, a R$ 56,00 e R$ 46,85.

No mercado internacional, os contratos futuros de petróleo operam leve alta, em reação à redução na projeção para o crescimento da demanda mundial de petróleo este ano pela Agência Internacional de Energia (AIE). Às 10h05 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em junho subiam 0,06% a US$ 124,30 o barril, em Nova York.

Além de Petrobras, os investidores estão animados com o fluxo de recursos estrangeiros na Bovespa, que tem sido positivo desde que o País recebeu o grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), no dia 30 de abril. No mês, a Bolsa já recebeu R$ 2 bilhões de investimentos estrangeiros.

E como os sucessivos recordes da Bovespa no ano estão sendo patrocinados pelos investidores estrangeiros, o desempenho do mercado internacional assume ainda mais importância para a definição da Bolsa. Ontem, foi graças à melhora das bolsas no exterior associada ao recuo nas cotações do petróleo que a Bovespa conseguiu cravar o seu quinto fechamento recorde do ano, com alta de 1,11%, a 70.415,8 pontos.

Ações

O pregão também deve ser marcado por ajustes pontuais em função da grande quantidade de balanços divulgados entre a noite de ontem e esta manhã.

No setor de energia, os investidores devem reagir aos resultados da CPFL, anunciado ontem à noite, que surpreendeu os analistas, mas pelo lado negativo. A companhia lucrou R$ 273,067 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 42,26% na comparação com igual intervalo do ano passado. Às 10h12, as ações ON da empresa de energia tinham leve alta de 0,08% a R$ 39,69.

Ainda no setor, esta manhã, a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) divulgou lucro líquido de R$ 56,5 milhões no primeiro trimestre de 2008, o que representa um crescimento de 100% sobre o lucro obtido em igual período de 2007. No mesmo horário, as ações PN classe B (PNB) da empresa tinham leve baixa de 0,03% a R$ 29,21.

Também hoje anunciaram balanço a América Latina Logística (ALL), que registrou lucro líquido consolidado de R$ 22 milhões no primeiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 19,6 milhões um ano antes, e a companhia aérea TAM, que teve lucro líquido de R$ 2,655 milhões no primeiro trimestre de 2008, queda de 95,53% em relação aos três primeiros meses do ano passado. Às 10h13, as ações os units da ALL operavam em alta de 2,13% a R$ 24,00, enquanto as ações PN da Tam recuavam 1,03% a R$ 36,47.

Wall Street

Em Nova York, os índices futuros de ações reverteram o sinal de baixa e operavam em leve alta, pouco antes da abertura dos mercados em Wall Street.

Os investidores repercutem os dados de vendas no varejo nos Estados Unidos em abril e a continuidade do movimento de baixa do petróleo. As vendas recuaram 0,2% conforme o previsto, mas o declínio refletiu uma queda na indústria automotiva, enquanto a demanda aumentou em muitos setores. As vendas de automóveis e peças recuaram 2,8% em abril, após queda de 0,5% em março. As vendas no varejo excluindo automóveis subiram 0,5%, enquanto economistas esperavam aumento de 0,3%.

Os investidores também acompanham o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Ben Bernanke, para a conferência anual do Fed de Atlanta. Esta manhã, Bernanke afirmou que as medidas de liquidez do Fed ajudaram os mercados, embora eles ainda estejam longe do normal.

Segundo ele, os leilões de crédito emergencial a termo (TAF, na sigla em inglês) poderão ser aumentados novamente, se for necessário.

Dólar

Depois de uma abertura em leve alta, o dólar à vista, negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), inverteu o sinal positivo e passou a ser negociado em baixa em relação ao real. Por volta das 10h15, o dólar à vista recuava 0,30%, cotado a R$ 1,660.

Na abertura, os contratos de liquidação à vista do dólar eram negociados a R$ 1,665 (+0,06%).

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